Abel Ferreira se emociona ao falar da família e diz que decisão sobre futuro no Palmeiras será conjunta
O técnico Abel Ferreira se emocionou ao falar da família durante entrevista exclusiva ao Esporte Espetacular, da TV Globo. O português revelou como a presença da esposa Ana e das filhas Inês e Mariana no Brasil tem sido fundamental para sua permanência no comando do Palmeiras — e como isso influenciará sua decisão sobre o futuro. O contrato do treinador com o clube vai até dezembro deste ano.
“Família para mim é tudo. Em determinado momento, fui muito egoísta como treinador. Só pensava em mim, em vencer, em conquistar títulos. Deixei minha família em Portugal, fui para a Grécia e me entreguei ao trabalho. Mas há um preço para isso. Quando o pai ganha, ele é dos outros. Quando perde, é da família”, disse Abel, às lágrimas.
Após iniciar a carreira no Braga e passar pelo PAOK, da Grécia, Abel chegou ao Palmeiras em 2020. Nos primeiros anos, a família permaneceu na Europa. Apenas em 2022, com estabilidade no clube, ele decidiu trazê-las para viver no Brasil — uma mudança que, segundo ele, foi decisiva para sua paz emocional e profissional.

“Eu não troco o Palmeiras agora por outro clube sem a minha família. Custou muito trazê-las. Hoje, com elas adaptadas em São Paulo, a decisão sobre meu futuro não será só minha. Será nossa. O maior título que conquistei foi ter minha família ao meu lado nesses três anos”, completou.
A presidente Leila Pereira já iniciou conversas para renovar o vínculo de Abel até o fim de 2027. Dentro do clube, há otimismo quanto à permanência do treinador. As tratativas devem ser retomadas após a Copa do Mundo de Clubes.
Próximo desafio e visão sobre o futebol brasileiro
O Palmeiras enfrenta o Inter Miami nesta segunda-feira (24), às 22h (horário de Brasília), precisando apenas de um empate para garantir a classificação às oitavas de final da competição internacional.
Abel, que acompanha o desempenho de clubes brasileiros na competição, reforçou seu orgulho em comandar uma equipe no país. Segundo ele, há potencial técnico de sobra, mas faltam melhores condições estruturais:
“O futebol brasileiro é como uma corrida de Fórmula 1 na chuva. Os carros têm potência, mas não podem acelerar tudo. O calendário é pesado, os gramados nem sempre ajudam. Tecnicamente, o brasileiro é o melhor do mundo. Só falta criar as condições para mostrar isso.”
Para Abel, o Brasil é mais do que um país: “É um continente”. E, por isso, acredita que todas as 32 equipes no Mundial de Clubes têm chances. “Algumas mais, outras menos. Mas todas têm. E, como estrangeiro no Brasil, é um orgulho enorme representar essa competitividade”, finalizou.
