Professor é agredido por aluno após questioná-lo por tentar sair mais cedo da aula em Maringá PR
Um professor de inglês foi agredido por um aluno de 16 anos após questioná-lo por tentar sair da sala antes do término da aula. O caso aconteceu em uma turma do 9º ano de uma escola estadual em Maringá, no Paraná.
O episódio ocorreu na semana passada, mas só veio a público nesta quarta-feira (4 de junho). Segundo relato do próprio professor, ao questionar o motivo pelo qual o aluno pegava a mochila para sair sem autorização, foi surpreendido com um soco no nariz e um chute na perna, que o derrubou.
“Perguntei por que ele estava tentando sair por decisão própria e expliquei que há regras na escola. Durante a conversa, ele me agrediu com um murro no nariz e um chute na perna. Antes disso, ele já tinha feito gestos ofensivos com o dedo do meio”, contou o professor.
O educador precisou ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado a um hospital. Até o momento, ele permanece afastado das atividades por orientação médica.
O caso está sendo investigado pela Delegacia do Adolescente de Maringá, que já solicitou exame de corpo de delito e começará a ouvir testemunhas nos próximos dias.
Posicionamento da Secretaria de Educação
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) informou que o Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) atuou prontamente para garantir a segurança no ambiente escolar. A equipe pedagógica conversou com os envolvidos, e a mãe do estudante foi chamada para uma reunião na escola.
O episódio foi registrado em ata e encaminhado ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Maringá. A Secretaria reforçou, por meio de nota, que repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e segue adotando medidas para garantir um espaço seguro e acolhedor para toda a comunidade escolar.
Sindicato repudia o caso
O Sindicato dos Professores e Funcionários de Escola do Paraná (APP-Sindicato), por meio do Núcleo Sindical de Maringá, também se manifestou, classificando o episódio como um “gravíssimo caso de violência”. Segundo a entidade, o professor sofreu uma crise nervosa, não apenas pelos ferimentos físicos, mas também pelo acúmulo de pressões e assédios vivenciados pelos profissionais da educação.
O sindicato destacou que este não é um caso isolado e que continuará cobrando ações efetivas das autoridades para garantir a segurança de professores, funcionários e estudantes. “Não é mais possível trabalhar em um ambiente adoecedor, marcado pela violência, pelo medo, pela falta de apoio e pelas cobranças incessantes”, diz a nota.
A entidade conclui reafirmando que a escola deve ser um espaço de formação, respeito e acolhimento — e não de violência, assédio e negligência.
