Ar-condicionado ligado ou vidros abertos: o que consome mais combustível?
Essa é uma dúvida comum entre motoristas, especialmente em dias de calor. A resposta depende do tipo de trajeto e da velocidade do veículo.
Nos carros com motor a combustão, o ar-condicionado é acionado por um compressor movido por uma correia auxiliar. Quando ligado, esse sistema exige esforço adicional do motor, aumentando o consumo de combustível — principalmente no trânsito urbano, onde o carro está em baixas velocidades e acelerações constantes.
“Esse esforço ocorre porque o compressor começa a trabalhar, sugando e comprimindo o gás refrigerante, o que exige mais do motor”, explica Anderson Cesar Lira, técnico em automobilística.
No entanto, em velocidades mais altas, como em rodovias, a situação se inverte. Rodar com os vidros abertos aumenta a resistência do ar, prejudicando a aerodinâmica e fazendo o veículo consumir mais combustível, mesmo sem o ar-condicionado ligado. “A partir de 60 km/h, o impacto aerodinâmico dos vidros abertos já se torna relevante”, afirma Lira.
Além disso, alguns modelos mais modernos contam com tecnologias que minimizam esse impacto. Em situações que exigem mais desempenho, como uma ultrapassagem, o sistema pode desativar temporariamente o compressor do ar-condicionado para liberar mais potência.
Outros veículos contam com compressores de fluxo variável, que ajustam automaticamente a intensidade do sistema conforme a necessidade de resfriamento. Isso reduz o esforço constante sobre o motor, tornando o uso do ar-condicionado mais eficiente.
Apesar dos avanços, a maioria da frota brasileira ainda utiliza sistemas convencionais, que consomem mais em determinadas condições.
