Silveira, o cachorro símbolo da UFSM, vira fenômeno nas redes sociais
Silveira, um cachorro que vive há cerca de 10 anos no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ganhou destaque nas redes sociais recentemente. Uma postagem sobre o animal viralizou no X (antigo Twitter), colocando “Silveira” entre os assuntos mais comentados no Brasil na última segunda-feira (19).
O carismático cão também recebeu homenagens, memes e conquistou milhares de seguidores em outras plataformas. A comoção foi tanta que a própria universidade o nomeou Pró-reitor de Assuntos Caninos em uma postagem oficial.
Um companheiro fiel e querido na rotina acadêmica
Silveira chegou ainda filhote à UFSM e nunca mais deixou o campus. Segundo a professora Fabiana Stecca, coordenadora do Projeto Zelo, ele já faz parte do dia a dia universitário há quase nove anos.
Durante a pandemia, Silveira viveu em uma casinha perto do antigo pronto-socorro do Hospital Universitário. Com a retomada das aulas presenciais, ele voltou a circular pelos espaços de convivência, especialmente próximos ao Restaurante Universitário.
Hoje, com mais de 43 kg, o cachorro enfrenta alguns problemas de saúde típicos de cães idosos, como artrose e dificuldades digestivas, sendo alimentado com uma ração especial.
Cuidados e futuro incerto
Atualmente, Silveira passa por avaliação no Hospital Veterinário Universitário (HVU) para decidir se pode continuar vivendo livremente no campus ou se precisa de um lar definitivo. “Será que não é hora de ele se ‘auposentar’?”, questiona Fabiana.
A rotina do cão inclui visitas a prédios de cursos como Odontologia e Terapia Ocupacional, além de frequentar a Biblioteca Central. Curiosamente, Silveira late com mais frequência para carros brancos, comportamento ainda sem explicação.
Projeto Zelo: proteção e cuidado aos animais do campus
Silveira é assistido pelo Projeto Zelo, que cuida de cerca de 80 animais na UFSM desde 2014. Com foco em educação e proteção, o projeto promove a causa animal, contando com doações e venda de produtos para manter as ações.
Quem quiser ajudar pode contribuir com Pix, doações de ração, medicamentos ou itens para brechó, além de se voluntariar para o cuidado diário ou oferecer lar temporário.
Fabiana destaca que a missão do projeto vai além dos cuidados físicos: “Precisamos de mais gente com sensibilidade para a causa animal. Todo cão ou gato abandonado merece uma segunda chance”.
