Gerente de fazenda encontra bezerro comido pela metade após ataque de onça em Talismã
Os constantes ataques de onças em fazendas de Talismã, no sul do Tocantins, têm preocupado produtores rurais e provocado prejuízos significativos. Desde o início de maio, pelo menos seis bezerros, além de porcos e um cavalo filhote, foram mortos por felinos na zona rural do município. As ocorrências vêm sendo registradas em diversas propriedades da região, e autoridades ambientais iniciaram ações para tentar controlar a situação.
Pedro Vicente Teixeira, gerente de uma das fazendas atingidas, relatou o cenário encontrado após um dos ataques.
“Achei o bezerro já comido a metade ou mais da metade. Ao redor tinha um monte de folha, onde a onça tinha tampado e depois voltou para comer mais um pouco. Depois disso, deixou o resto e foi embora. O prejuízo é grande. Já comeu um cavalo também. Aqui tem muito bezerro, e é perigoso que ela volte. A gente precisa ver uma forma de combater isso para não ter mais perdas”, afirmou.
Segundo a TV Anhanguera, os ataques começaram no dia 3 de maio, na Fazenda Peroba. Em seguida, outras propriedades foram alvo das onças nos dias 5 e 6, incluindo as fazendas Porteira Velha e Renascer. O ataque mais recente foi registrado no sábado (10), por volta das 6h, na Fazenda Volta Grande.
As onças não atacaram apenas bovinos: uma égua foi ferida com arranhões na perna e um potro ainda se recupera dos ferimentos. Moradores da zona rural têm relatado medo diante da presença dos animais nas proximidades das residências.
Em resposta aos ataques, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) enviou equipes à região e instalou câmeras de monitoramento para tentar identificar e acompanhar os deslocamentos das onças. Pegadas foram encontradas e registradas por moradores nas estradas vicinais, o que reforça a suspeita de que os felinos estejam abrigados nas reservas florestais próximas, onde encontram vegetação e alimento em abundância.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil de Talismã, João Carlos Lopes, fez um apelo por medidas urgentes:
“A gente pede a todos cuidado e atenção máxima. Junto ao Naturatins, esperamos o monitoramento e a possível captura desses animais para retirá-los da região. Esse é o primeiro passo. Depois, outras providências serão tomadas”, disse.
A situação permanece sob observação, enquanto os produtores aguardam por soluções que garantam a segurança dos rebanhos e das comunidades rurais.
