Israel bombardeia áreas próximas ao palácio presidencial na Síria em defesa da minoria drusa
Israel realizou nesta semana uma série de bombardeios nos arredores do palácio presidencial em Damasco, capital da Síria, em resposta à crescente violência contra a minoria drusa no país. A ofensiva ocorre após confrontos intensos entre combatentes drusos e grupos armados ligados ao novo regime sunita, que deixaram mais de 100 mortos, incluindo civis e membros das forças de segurança.
O Exército israelense confirmou a ação militar e justificou os ataques como uma resposta direta às ameaças sofridas pela comunidade drusa. O ministro da Defesa de Israel declarou que o país não ficará inerte diante de perseguições e que reagirá com firmeza caso os ataques contra essa minoria persistam.
Os combates mais intensos foram registrados em Damasco e na província de Sueida, tradicional reduto druso, onde líderes religiosos denunciaram o que chamaram de “campanha genocida”. O xeque Hikmat al Hajri, principal autoridade espiritual da comunidade drusa, acusou o governo sírio de utilizar milícias extremistas contra seus próprios cidadãos e fez um apelo urgente por apoio internacional.

Em resposta, o governo de Bashar al-Assad afirmou que qualquer tipo de intervenção estrangeira agravará ainda mais a instabilidade no país. O Ministério das Relações Exteriores da Síria classificou os ataques israelenses como “ato de agressão” e reafirmou sua soberania.
A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu contenção de todas as partes envolvidas, enquanto os Estados Unidos condenaram a violência dirigida aos drusos. Israel, por sua vez, reforçou o apelo para que a comunidade internacional adote medidas concretas de proteção às minorias perseguidas na Síria.
Desde o início da guerra civil síria, em 2011, Israel tem conduzido operações aéreas pontuais contra alvos militares e estratégicos no território sírio, mas a intensidade das ações aumentou significativamente após a ascensão do novo governo sunita em Damasco.
