Professor de canto preso por oferecer “chá” com sêmen a alunas já respondia por outros crimes sexuais no Tocantins
H. R. M. C., professor de canto de 26 anos detido em 25 de abril sob a acusação de oferecer um suposto “chá” contendo sêmen a alunas, possui um histórico de outras acusações por crimes sexuais. A revelação surge em meio à investigação do novo caso, expondo um padrão de conduta preocupante.
O professor, que teve sua defesa assumida pela Defensoria Pública do Tocantins após não apresentar advogado particular, já havia sido flagrado se masturbando em um ônibus coletivo em 2018 e é acusado de passar a mão no corpo de uma criança de 10 anos durante uma confraternização em 2020.
Caso no ônibus coletivo: O incidente no transporte público ocorreu na linha Luzimangues/Palmas. Segundo o boletim de ocorrência da época, ao qual este veículo de comunicação teve acesso, uma passageira percebeu a ação de H. R. M. C. atrás dela. O relato detalha que ele abriu a calça, expôs o pênis, masturbou-se e ejaculou na camiseta da vítima. Ao ser notado, desceu do veículo. Identificado pela Polícia Civil, H. R. M. C. confessou o ato em interrogatório, alegando ter achado a mulher atraente e não ter conseguido se conter, expressando arrependimento e consciência do ocorrido. O caso foi judicializado como importunação ofensiva ao pudor em lugar público, sendo finalizado com um acordo proposto pelo Ministério Público, no qual o acusado doou uma cama box para uma instituição de acolhimento de menores, acordo este que foi cumprido e homologado.
Acusação de estupro de vulnerável: Outra acusação grave paira sobre H. R. M. C., referente a um episódio ocorrido no Natal de 2020. Testemunhas relataram à Polícia Civil que, durante uma festa na casa de conhecidos, o suspeito foi flagrado pela mãe de uma criança de 10 anos tirando fotos com flash do celular, focando principalmente nas nádegas da menina. No dia seguinte, a vítima relatou à mãe ter acordado com H. R. M. C. mexendo em sua calcinha. A mãe da criança proibiu o professor de entrar em sua residência e comunicou o fato ao pai de H. R. M. C., que se comprometeu a levá-lo à delegacia. Em depoimento à polícia, a família informou que H. R. M. C. confirmou ter passado a mão no corpo da criança durante a confraternização, sem especificar a região. O histórico do incidente no ônibus também foi mencionado. Este caso está sendo investigado como estupro de vulnerável.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações sobre o caso de 2020 seguem em andamento e estão sob sigilo devido à sua natureza criminal. Este veículo de comunicação solicitou um posicionamento da Defensoria Pública do Tocantins sobre os casos anteriores envolvendo H. R. M. C., mas não obteve resposta até o momento desta publicação. A prisão do professor por oferecer o suposto “chá” com sêmen reacende o debate sobre seu histórico de condutas inapropriadas e a necessidade de uma investigação rigorosa em todos os casos.
