Mais de 30 mortos após bombardeio russo atingir cidade ucraniana de Sumy
Um ataque russo com mísseis balísticos matou pelo menos 32 pessoas, incluindo duas crianças, e deixou 84 feridos no centro da cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia, neste Domingo de Ramos (13). O ataque, considerado um dos mais mortais dos últimos meses, ocorreu enquanto muitas pessoas estavam nas ruas ou em igrejas.
De acordo com os serviços de emergência ucranianos, entre os feridos há 10 crianças, e os danos atingiram civis em veículos, transporte público e até dentro de suas casas. Imagens divulgadas pelas autoridades locais mostram corpos nas ruas, veículos em chamas e pessoas correndo para buscar abrigo.
“A Rússia atingiu o centro da cidade com mísseis balísticos. Justamente quando havia muita gente nas ruas”, relataram socorristas nas redes sociais. O ataque gerou forte condenação internacional e ocorre apenas dois dias após uma reunião entre um enviado dos Estados Unidos e o presidente russo Vladimir Putin em São Petersburgo.

Resposta da Ucrânia e da comunidade internacional
O presidente ucraniano Volodimir Zelensky classificou o ataque como um “ato de canalhice”, criticando a Rússia por agir num dia de importância religiosa. “Sem uma pressão realmente forte, sem apoio adequado à Ucrânia, a Rússia continuará travando esta guerra”, afirmou Zelensky em mensagem no Telegram.
Ele também denunciou que Putin ignorou a proposta americana de cessar-fogo total e incondicional feita no mês passado. A trégua de 30 dias, que chegou a ser aceita por Kiev, não foi implementada.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, também condenaram veementemente o ataque. “A Rússia continua sua campanha de violência, provando mais uma vez que esta guerra existe e continua apenas porque ela escolheu”, escreveu Costa.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou o bombardeio como um “banho de sangue perpetrado por Putin”.
Pressão política e avanço militar
Apesar da pressão diplomática crescente e dos apelos internacionais por paz, Moscou tem intensificado seus ataques nas últimas semanas. A cidade de Sumy, embora poupada de confrontos diretos durante boa parte do conflito, tem sido alvo de bombardeios recorrentes, especialmente após a retirada ucraniana da região russa de Kursk.
Segundo o comandante das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Sirsky, as forças russas lançaram novas ofensivas em Sumy e Kharkiv para estabelecer “zonas-tampão” e impedir contra-ataques ucranianos.
Na semana anterior, um ataque russo já havia matado 18 pessoas, incluindo nove crianças, em Kryvyi Rih, aumentando ainda mais a revolta popular e a comoção nacional.
