Kim Jong Un testa novo rifle de precisão em visita a forças especiais da Coreia do Norte
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, testou pessoalmente um novo rifle de precisão durante uma visita de inspeção às unidades de operações especiais do país, informou neste sábado (5) a agência estatal KCNA. A visita, realizada na sexta-feira, faz parte de uma estratégia de demonstração de força militar e patriotismo, segundo o governo norte-coreano.
Durante a inspeção, Kim supervisionou práticas de tiro com rifles automáticos e de precisão, e chegou a utilizar o novo armamento, que será fornecido às tropas de elite. Ele destacou que o treinamento contínuo fortalece a prontidão militar do país e representa “a expressão mais vívida de patriotismo e lealdade”.
“O treinamento intensivo fortaleceu a capacidade atual de garantir a vitória no campo de batalha”, declarou Kim, conforme divulgado pela KCNA.

As imagens oficiais mostram o líder olhando através da mira do rifle de precisão, exibido como uma novidade no arsenal do país. O armamento foi descrito como desenvolvido “à forma norte-coreana”, o que reforça o discurso do regime sobre autossuficiência tecnológica e militar.
Apoio militar à Rússia
De acordo com a agência de espionagem da Coreia do Sul, as tropas que Kim visitou fazem parte de unidades enviadas à Rússia para apoiar a guerra contra a Ucrânia. A cooperação entre Pyongyang e Moscou tem sido denunciada por aliados ocidentais, que alertam para uma possível transferência de armas e munições entre os países.
Embora a Coreia do Norte negue oficialmente envolvimento direto no conflito ucraniano, as evidências levantadas por serviços de inteligência indicam que o país tem fornecido apoio logístico e militar à Rússia, em troca de cooperação tecnológica e diplomática.
Demonstração de força e retórica nacionalista
A visita de Kim às forças especiais ocorre em meio a uma crescente retórica nacionalista e de confrontação com os Estados Unidos e seus aliados regionais, como Coreia do Sul e Japão. O regime norte-coreano tem intensificado testes de armamentos e manobras militares como forma de afirmar soberania e fortalecer o apoio interno.
Analistas veem o gesto de Kim como parte de uma campanha para reforçar sua imagem de comandante militar ativo, diante das dificuldades econômicas internas e do isolamento diplomático.
