Trump anuncia tarifaço contra países que impõem barreiras aos EUA; Brasil pode ser afetado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) um novo pacote de tarifas comerciais — o chamado tarifaço — que deve atingir diversos países que mantêm relações comerciais com os norte-americanos. O Brasil está entre os potenciais afetados pelas novas medidas.
As chamadas tarifas recíprocas consistem na aplicação de taxas equivalentes àquelas impostas aos produtos norte-americanos em outros mercados. De acordo com o governo dos EUA, países que criam barreiras comerciais ao acesso de produtos americanos devem ser submetidos a restrições semelhantes.
“Isso quer dizer que, o que fazem conosco, faremos com eles”, declarou Trump durante o anúncio.

Logo no início do pronunciamento, o presidente confirmou a cobrança de uma tarifa de 25% sobre todos os veículos estrangeiros. A medida entra em vigor já a partir da 0h desta quinta-feira (3).
Impactos para o Brasil
A decisão gerou preocupação no setor produtivo brasileiro, especialmente entre os produtores de aço e alumínio, que já enfrentam tarifas adicionais desde março. O novo pacote pode ampliar os impactos negativos para esses segmentos.
Outro setor que pode ser afetado é o do etanol. O governo norte-americano já havia citado o produto como exemplo de desequilíbrio comercial: enquanto os EUA cobram uma tarifa de 2,5% sobre o etanol brasileiro, o Brasil aplica uma taxa de 18% sobre o etanol importado dos Estados Unidos.
Senado brasileiro aprova resposta às tarifas unilaterais
Em resposta ao movimento norte-americano, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) um Projeto de Lei (PL) que prevê medidas de retaliação a barreiras comerciais impostas por outros países contra produtos brasileiros.
O PL 2.088/2023, segundo os senadores, busca oferecer instrumentos legais para que o Brasil possa se proteger diante de tarifas unilaterais, como as anunciadas pelo governo norte-americano. O projeto segue agora para análise na Câmara dos Deputados, salvo se pelo menos nove senadores solicitarem votação em Plenário.
