Homem é espancado, colocado no porta-malas e morto após briga
Sebastião Felipe Ladeira, de 37 anos, foi colocado no porta-malas de um carro, espancado e morto após uma briga em uma boate em Juiz de Fora (MG), na madrugada deste domingo (23).
Ao Portal iG, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou a identidade da vítima e informou que cinco homens foram presos em flagrante. O caso foi encaminhado para a Delegacia Especial de Homicídios, onde segue em apuração.
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) também deu detalhes do crime ao iG. Segundo a corporação, os agentes foram acionados à 0h44 para atender à ocorrência. Quando chegaram no local, Sebastião já não apresentava sinais vitais.

Durante as diligências, os PMs descobriram que ele havia sido retirado à força da casa de eventos Madeira’s Lounge. Sebastião foi colocado no porta-malas de um carro e levado até uma rua próxima ao Estádio Municipal, onde foi espancado por um grupo de pessoas. Testemunhas relataram que, mesmo já desacordado, ele ainda foi atropelado por uma caminhonete branca.
O Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte da vítima.
Funcionários da boate são apontados como coautores
Ao longo das investigações, os militares entraram em contato com um amigo de Sebastião, que informou que ele foi acompanhado por seguranças da boate até o local onde foi morto.
A testemunha indicou um dos funcionários do estabelecimento, que confirmou a presença dele e de outros dois seguranças na cena do crime. Os três relataram que viram a vítima ser espancada, mas que não participaram das agressões.
Como presenciaram o homicídio e não tomaram nenhuma atitude para impedir o crime, os seguranças foram presos como coautores de homicídio por omissão.
Na sequência, os policiais fizeram contato com a mãe de um dos sócios do Madeira’s Lounge, que informou que ele estava em casa. O empresário foi localizado e admitiu que também foi até o local da agressão para acompanhar o que acontecia. Ele acabou preso pelo mesmo motivo dos seguranças.
O sócio da boate revelou que os agressores eram frequentadores antigos do estabelecimento e forneceu os nomes deles à polícia. Quatro suspeitos, com idades entre 26 e 31 anos, já foram identificados, mas até o momento não foram encontrados.
