Trump e putin discutem cessar-fogo parcial na ucrânia, mas impasses permanecem
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/Atualizado em: Por: Cleder Magalhães | Surgiu
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversaram nesta terça-feira (18) sobre a guerra na Ucrânia. Durante a ligação, Moscou concordou em interromper ataques à infraestrutura energética ucraniana por 30 dias, mas não houve avanços concretos para um cessar-fogo total.
A Casa Branca e o Kremlin divulgaram comunicados separados sobre a conversa, destacando pontos de concordância e divergências na busca por uma solução para o conflito.
Os dois líderes concordaram em iniciar negociações no Oriente Médio para discutir uma possível pausa gradual nos combates. Segundo os EUA, essa seria uma forma de avançar rumo a um acordo mais amplo.
Já o Kremlin afirmou que a Rússia está disposta a trabalhar com os EUA para uma solução abrangente e sustentável, mas condicionou o avanço das negociações ao fim do rearmamento da Ucrânia por parte do Ocidente.
Putin também pediu a Trump que cesse o envio de ajuda militar a Kiev, algo que ainda não foi aceito por Washington.
No encontro virtual, Putin concordou em realizar, nesta quarta-feira (19), uma troca de 175 prisioneiros de guerra com a Ucrânia.
No entanto, o presidente russo não aceitou o cessar-fogo total de 30 dias, que já havia sido aprovado pelos ucranianos sob pressão de Trump.
A Rússia impôs suas próprias condições para uma trégua, incluindo o bloqueio do envio de novas armas para Kiev e a interrupção do apoio militar ocidental.
Enquanto isso, o governo dos Estados Unidos mencionou a realização de negociações técnicas sobre um possível cessar-fogo marítimo no Mar Negro e a busca por um acordo de paz mais duradouro.
Desde que assumiu novamente a presidência em 20 de janeiro, Trump tem adotado uma postura de reaproximação com a Rússia, país com o qual seu antecessor, Joe Biden, manteve relações diplomáticas cortadas.
O governo americano chegou a elogiar os “potenciais benefícios econômicos” de um novo relacionamento entre Washington e Moscou.
Por outro lado, o presidente americano entrou em conflito direto com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante uma reunião na Casa Branca. Pouco depois, Trump suspendeu a ajuda militar a Kiev e bloqueou o compartilhamento de informações de inteligência.
Ele só reverteu a decisão quando a Ucrânia aceitou discutir o cessar-fogo temporário de 30 dias, proposto pelos EUA.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiga, insistiu que Moscou deve aceitar uma trégua “sem condições”, algo que ainda não ocorreu.
Líderes europeus demonstram preocupação com a possibilidade de Trump fazer concessões excessivas a Putin, comprometendo a soberania ucraniana.
Zelensky viajará para Helsinque, na quarta-feira (19), para discutir com autoridades finlandesas o apoio europeu à Ucrânia e as estratégias para pôr fim à guerra.
Enquanto isso, Putin, com vantagem militar no campo de batalha, mantém uma postura cautelosa, evitando rejeitar publicamente o cessar-fogo, mas expressando reservas sobre os termos da negociação.