O que são ETFs e quais estão disponíveis no Brasil?
Os fundos negociados em bolsa, popularmente conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds), está se tornando cada vez mais popular no mercado financeiro brasileiro. Além de democratizarem o acesso a diferentes mercados, os ETFs simplificam a diversificação de investimentos.
O mercado financeiro evolui, o universo das criptomoedas também. Grandes corretoras costumam anunciar listagens de moedas digitais com frequência, o que atrai a atenção de muitos investidores em busca de oportunidades de crescimento.
Não é por acaso que inúmeras pessoas se interessam pelas novas criptomoedas na Binance, de olho em possíveis valorizações rápidas. O mercado de criptoativos muitas vezes é comparado à versatilidade e à praticidade dos ETFs, pois ambos oferecem caminhos para a diversificação de carteira.
O que são ETFs?
Os Exchange Traded Funds, mais conhecidos como ETFs, são fundos de investimento onde as cotas são negociadas na bolsa de valores, assim como ações. Cada ETF busca replicar, de forma passiva, o desempenho de um determinado índice de referência. Um exemplo clássico são fundos que acompanham o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro.
Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), todos os ETFs disponíveis no país devem obrigatoriamente seguir algumas regras de transparência e divulgação de informações, garantindo maior segurança aos investidores. Por serem acessíveis na bolsa, qualquer pessoa com uma conta em uma corretora consegue investir em ETFs do mesmo modo que compraria ações de uma empresa.
A principal característica de um ETF é a sua gestão passiva. Isso significa que o fundo não tenta superar o índice de referência, mas sim espelhá-lo. Se o índice subir 2% no mês, o fundo tende a acompanhar esse mesmo percentual (considerando possíveis taxas e ajustes). Da mesma forma, se o índice cair, o fundo também reflete esse desempenho.
Essa simplicidade pode atrair investidores que não desejam acompanhar ativamente cada ativo. Outro ponto relevante é a liquidez: ETFs podem ser comprados ou vendidos durante o horário de negociação da bolsa, facilitando a entrada e a saída de investidores. No entanto, a negociação pode variar de acordo com o volume de cada fundo específico.
A implementação da Resolução CVM 179 visa aumentar a confiança e a transparência no mercado de capitais brasileiro, proporcionando aos investidores informações claras sobre os custos e a remuneração dos intermediários financeiros. Essa medida busca empoderar os investidores.
ETFs disponíveis no Brasil
O mercado de ETFs no Brasil está crescendo bastante. De acordo com dados da B3, a bolsa de valores oficial do país, já existem mais de 60 ETFs listados, contemplando segmentos como ações brasileiras, índices internacionais, renda fixa e até criptomoedas tokenizadas.
O BOVA11 é o ETF que replica o índice Ibovespa, o principal indicador do desempenho das ações mais negociadas na B3. Ele é frequentemente utilizado como referência para o mercado acionário nacional. Já o IVVB11 espelha o S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos.
É uma forma simples de acessar o mercado de ações norte-americano através da bolsa brasileira. Por outro lado, o SMAL11 acompanha o índice Small Cap, que inclui empresas de menor capitalização de mercado, porém com potencial de crescimento acima da média. Geralmente, é apontado como uma opção para quem busca exposição a companhias emergentes.
Vinculado ao índice Nasdaq Crypto Index (NCI), o HASH11 é composto por diversas criptomoedas, oferece acesso indireto ao mercado cripto por meio da B3. É considerado um dos fundos mais inovadores no Brasil, pois permite exposição a ativos digitais em formato de ETF.
Mas cada ETF tem um código específico (ticker) e apresenta uma estratégia diferente conforme o índice que replica. Isso possibilita que o investidor monte uma carteira diversificada usando apenas alguns fundos. Por exemplo, pode-se mesclar um ETF de renda variável nacional, outro de renda variável internacional e um terceiro atrelado a criptomoedas.
Dados da B3 mostram que o total de ETFs negociados saltou de 31 para mais de 96 nos últimos anos, demonstrando o apetite do mercado por novas alternativas de investimento. E o interesse por criptoativos também segue em alta. Além de ETFs focados em Bitcoin ou em um cesto de criptomoedas, muitos brasileiros acompanham as novidades.
Um exemplo é o ETF FOMO11, da gestora Hashdex, que está previsto para ficar disponível na B3 a partir de 2 de abril de 2025. Este fundo busca oferecer aos investidores exposição a uma cesta diversificada de criptomoedas emergentes
Porém, embora os ETFs tenham se tornado populares, o mercado acionário brasileiro ainda é composto, em grande parte, por investidores que preferem ações individuais e fundos de investimento tradicionais. Mesmo assim, a tendência de migração para produtos de gestão passiva segue constante, impulsionada pela busca de menores custos e maior praticidade.
