Novo predador é descoberto a mais de 7 mil metros de profundidade no oceano Pacífico
Cientistas identificaram uma nova espécie de crustáceo predador nas profundezas da Fossa do Atacama, no oceano Pacífico, ao norte do Chile. Batizado de “Dulcibella camanchaca”, o animal foi apelidado de “Breu”, em referência à escuridão extrema de seu habitat. Esta descoberta marca o primeiro anfípode predador ativo encontrado nessas profundidades abissais.
Características do Predador
– Nome científico: Dulcibella camanchaca
– Tamanho: Cerca de 4 cm
– Estratégia de caça: Utiliza apêndices raptoriais para capturar pequenas presas, garantindo sua sobrevivência em um ambiente de recursos limitados.

A Fossa do Atacama: habitat extremo
A Fossa do Atacama é um cânion submerso que alcança profundidades superiores a 8.000 metros. Apesar de ser uma região com pouca disponibilidade de alimentos, abriga uma biodiversidade única, composta por espécies endêmicas altamente adaptadas.
Sobre as Zonas Hadais
– Profundidade: De 19.700 a 36.000 pés (aproximadamente 6.000 a 11.000 metros)
– Condições Extremas:
– Pressão superior a 1.000 vezes a pressão atmosférica ao nível do mar
– Temperaturas próximas de 0°C
– Espécies Adaptadas: Anfípodes, pepinos-do-mar e xenofióforos, que possuem corpos macios e compressíveis para suportar a alta pressão.
Importância da descoberta
O Dulcibella camanchaca desempenha um papel fundamental na cadeia alimentar desse ambiente extremo. A pesquisa revela as estratégias de sobrevivência de organismos em condições severas, fornecendo informações cruciais para entender os ecossistemas marinhos e os efeitos das mudanças climáticas nas profundezas do oceano.
A descoberta reforça o quanto as fossas oceânicas, como a Fossa do Atacama, ainda escondem segredos e formas de vida desconhecidas, destacando a importância da pesquisa científica nessas regiões.
