Entenda a lenda por trás da história do “Vulcão de Caldas Novas” e descubra por que as águas de são naturalmente quentes
O município de Caldas Novas, localizado na região do Sul Goiano, é uma pontos mais frequentados por turistas que visitam o estado, em razão das águas quentes que correm pela região.
Por ser algo tão fora do habitual, surgiu uma lenda de que existiria um vulcão próximo à cidade que seria o responsável por essa característica tão peculiar. No entanto, ainda que seja uma história divertida para se contar aos visitantes, a realidade é bem diferente. Isso porque, no Brasil, sequer existem tais estruturas geológicas.

Quem pode explicar o motivo da presença de águas termais no município é o pesquisador Leonardo de Almeida. Na tese de doutorado dele, produzida na Universidade de Brasília (UnB), o cientista explica que a origem de tal temperatura se deve a um processo de aquecimento geotérmico.
Isso significa que a água se infiltra em fraturas no subsolo, indo para níveis mais inferiores da camada geográfica que cobra a Terra. Essas regiões ficam mais próximas da crosta do planeta, que possui temperaturas elevadas.
Com isso, ao voltar à superfície, o curso hídrico apresenta um “calor extra”, o que acabou se tornando um atrativo para quem vai visitar Caldas Novas.

Águas que curam
Com quase 100 mil habitantes, Caldas Novas é a versão urbana da região, endereço do turismo de massa e dos hotéis com tarifas mais econômicas, em comparação com a vizinha Rio Quente.
As águas quentes da região começaram a atrair visitantes na primeira década do século passado, quando os poços minerotermais de Caldas Novas eram procurados por suas propriedades medicinais que aliviavam dores reumáticas e curavam problemas de pele.
À época, foram identificados 23 fontes de águas quentes, às margens do Córrego das Lavras, com indicações terapêuticas, entre outras, em tratamentos hormonais, cura de alergias e alívio do cansaço. Porém, o boom turístico se daria mesmo, a partir dos anos 80, com o início da venda de títulos que davam acesso a clubes particulares de águas quentes da região.
Mas a história teria início, séculos antes, em 1722, quando o bandeirante Bartolomeu Bueno Filho descobriu, por acaso, as águas quentes de Goiás, ao se deparar com fontes borbulhantes, no leito rochoso do Rio Quente.
