‘Atletas do futuro’ recebem o carinho do público na Fan Fest do Time Brasil após irem a Paris pelo programa Vivência Olímpica
O peso de uma Olimpíada é enorme até para os mais experientes. Para suavizar um pouco essa pressão, o programa Vivência Olímpica, do COB, ajuda a nova geração do esporte brasileiro nessa caminhada rumo ao topo. Algumas jovens promessas foram selecionadas para irem a Paris e viverem o clima olímpico. Na volta, cinco ‘atletas do futuro’ fizeram uma escala no Festival Olímpico Parque Time Brasil, em São Paulo, para contarem suas experiências e sentirem um gostinho do calor do público.
Para Paris 2024, 12 jovens atletas de 12 esportes diferentes foram selecionados. Mesmo sem a vaga, eles tiveram a chance de experienciar e conhecer o ambiente dos Jogos Olímpicos. Juntos com a delegação, tiveram a oportunidade de conhecer a Vila Olímpica, participar dos eventos, interagir com os principais atletas e treinadores. Tudo já pensando em Los Angeles 2028 e em Brisbane 2032.

Taiane Justino, que tem enorme potencial no levantamento de peso, comentou sobre sua jornada na capital francesa. “Simplesmente, o primeiro impacto de pousar e estar em Paris não tem preço. Para a cabeça e para o corpo foi uma experiência incrível do começo ao fim. Foi, sem dúvidas, a melhor experiência da minha vida. Uma cidade linda, foi um sonho. Voltei com uma bagagem enorme cheia de experiência e expectativa para Los Angeles. Vamos com tudo”, disse a atleta de 20 anos, que já foi 3º lugar no Campeonato Mundial Júnior Sub-20, em 2023, e vice-campeã no Mundial Júnior Sub-17, em 2021.
Para Pedro de Oliveira, 20 anos, destaque no vôlei de praia, a chance de ir a Paris trouxe motivação extra. “Vivenciar tudo o que as Olimpíadas proporcionam aos pés da Torre Eiffel só me deu mais garra para buscar a vaga em 2028.” Pedro foi 1º lugar na etapa future do Circuito Mundial, em 2024, e 4º lugar no Campeonato Mundial Sub-21, em 2023.
O público que esteve no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, também viveu uma experiência única e inspiradora. Afinal, estar tão perto de jovens promessas do esporte brasileiro aproxima a torcida e comprova que o planejamento está sendo realizado.
Outro ponto alto da Vivência Olímpica é dar aos futuros atletas uma noção do tamanho que uma Olimpíada tem. Matheus Melecchi, 18 anos, nadador nas águas abertas, ressaltou o quão impactante foi sua experiência. “Foi muito legal, uma atmosfera incrível. Eu pude ver outros esportes que eu não conhecia muito. A natação me marcou muito. Ter a oportunidade de ver um cara que ganhou medalha, um ídolo foi muito gratificante. Surreal”, completou. Matheus já foi líder do ranking mundial júnior nos 10km neste ano e 3º lugar em duas etapas da Copa do Mundo de Águas Abertas Júnior.

O programa Vivência Olímpica foi realizado pela primeira vez em Londres 2012, quando levou 16 atletas para a Inglaterra. Já no Rio 2016 foram 20 participantes. O programa foi interrompido em Tóquio 2020 por causa da pandemia.
Alguns nomes que passaram pelo programa já são bem conhecidos da torcida e se tornaram medalhistas Olímpicos nas edições seguintes. É o caso de Rebeca Andrade, da ginástica artística, Martine Grael, da vela, Isaquias Queiroz, da canoagem velocidade, Beatriz Ferreira, do boxe, Felipe Wu, do tiro esportivo, e Thiago Braz, do salto com vara.
“Ver ali que todo mundo é gente como a gente, foi bom para ver que tudo é possível”, disse Celine Bispo, da natação. “A gente vai estar em Los Angeles 2028. Conversamos muito sobre voltar com a bagagem cheia de vontade, de garra, de querer lutar, de tornar esse sonho olímpico real. Foi o melhor momento da minha vida”. Celine, 19 anos, conquistou o 1º lugar nos 4x100m livre misto dos Jogos Pan-americanos Santiago 2023 e o 2º lugar no 4x200m livre feminino no mesmo evento.
São tantas emoções, tantos ídolos, que não é fácil escolher só um momento. Mas Ryan Kainalo, do surfe,18 anos, não pensou duas vezes em elencar o seu ápice em Paris. “Com certeza ver a Rayssa ganhando a medalha, foi incrível ver isso de perto. Ela conseguiu a medalha na última manobra e foi uma sensação boa porque deu para ver que foi uma superação dela.” O jovem surfista foi campeão no Mundial Júnior 2023.
Caminhar junto, fazer valer cada passo e sentir que o sonho é possível. O público do Festival Olímpico teve uma pequena amostra do que vem pela frente, enquanto os atletas de amanhã dividiram seus sonhos, que estão mais palpáveis. Daqui quatro anos, público e as jovens promessas vão se encontrar novamente, mas mais próximos do que nunca.
