Mais de 100 antenas da Starlink chegam ao Rio Grande do Sul
A dificuldade de comunicação é um dos aspectos da tragédia climática que enfrenta o Rio Grande do Sul. Sinais de celular e internet estão prejudicados em diversas regiões do estado e muitas pessoas que ainda estão ilhadas enfrentam dificuldades para pedir resgate.
Antenas foram configuradas com ajuda da SpaceX
Neste cenário, a organização sem fins lucrativos Instituto Cultural Floresta comprou 125 antenas de internet via satélite Starlink. Os aparelhos já começaram a ser distribuídos nas últimas horas.

Segundo o presidente da entidade, Leonardo Fração, as antenas foram configuradas com ajuda da própria empresa SpaceX, de Elon Musk. Ele conta que por uma uma questão logística e de software, não existia a possibilidade de ativação de tantos dispositivos para uma só conta, mas que a dificuldade foi superada.
Tragédia climática no Rio Grande do Sul
De acordo com o mais recente balanço da Defesa Civil, aumentou para 95 o número de mortes confirmadas pelas fortes chuvas e enchentes que atingem o estado gaúcho. São 131 pessoas desaparecidas, mais de 159 mil desalojadas e quase 49 mil em abrigos.
A tragédia climática causou impactos severos em 401 dos 497 municípios gaúchos.
O lago Guaíba atingiu o maior nível da história, passando dos 5 metros e 30 centímetros. As inundações paralisaram quase que completamente o fornecimento de água e luz em Porto Alegre e em outras cidades.
Além disso, centenas de pessoas continuam ilhadas e os resgates têm acontecido 24 horas por dia.A maioria deles está sendo realizada por civis que têm se arriscado com barcos, lanchas e motos aquáticas.
Um dos pontos que continua completamente alagado é o Aeroporto Internacional Salgado Filho, que anunciou a suspensão de todas as operações até 30 de maio.
Vias bloqueadas ainda dificultam a saída e entrada na cidade.
O grande temor agora é a chegada do frio nesta quarta-feira (08), também há previsão de mais chuva na região metropolitana de POA.
Em 2023, uma série de desastres climáticos causou uma verdadeira devastação no Rio Grande do Sul. Foram registradas 16 mortes em junho, 54 em setembro e outras 5 em novembro.
