Dia do Fusca: conheça biomédico que já teve 28 exemplares e viajou com eles para 3 países
“Ele une pessoas, une família, une pessoas desconhecidas. É uma paixão.”
A frase é do biomédico Luis Henrique da Silva, de Ribeirão Preto (SP), para explicar o porquê de uma de suas principais paixões. Mas engana-se quem pensa que se trata de alguém, lugar ou até mesmo alguma atividade. A paixão que Luis se referiu, na verdade, possui lataria e anda sobre quatro rodas: o Fusca.
Neste sábado (20), é celebrado o Dia Nacional do Fusca. Por isso, o g1 conversou com o biomédico, que revelou histórias e aventuras envolvendo o carro favorito.

Hoje aos 57 anos, Luis lembra que a paixão pelo Fusca se aflorou na adolescência, quando trabalhou na Volkswagen, fabricante do veículo.
Logo conseguiu um e não parou mais. Desde então, 28 exemplares (você não leu errado) já passaram pelas mãos dele.
“Meu primeiro Fusca eu tive com 18 anos, era um 1966, era apaixonado pelo carro, até sonho com esse carro hoje. O Fusca é algo inexplicável, pode até me chamar de bobo, é uma religião do bem.”

Viagens a 3 países
Para o biomédico, ter o carro não significa somente deixá-lo estacionado na garagem. Muito pelo contrário.
Ele conta que, apesar de ter outros veículos bem mais novos, o Fusca foi o escolhido para transportá-lo com a mulher em viagens para a Argentina, Bolívia e Chile. Resultado: o carro virou atração por onde passava.
“Na Bolívia, a fiscalização nos parava, mas não para pedir documentos, parava para pedir fotos do Fusca, porque é um país que já não tem mais a cultura do Fusca. No Chile, impressionante, as autoridades paravam e sentavam dentro do meu carro para tirar foto”, diz.

Além dos países vizinhos, Luis já chegou a fazer com o veículo o Caminho da Fé, trajeto entre o interior de São Paulo e o Sul de Minas percorrido por milhares de fiéis todos os anos. Ele planeja, ainda, viajar ao Uruguai e novamente à Argentina futuramente.
‘Paixão sem precedentes’
Há nove anos, o Fusca do biomédico é um modelo 1300. Ao refletir sobre a possibilidade de negociá-lo algum dia, o dono reforçou que dinheiro algum conseguirá compensar o carinho que tem pelo carro.

“É só dinheiro. Você vai pegar aquele dinheiro, pode ser um alto valor, vai dar um carro novo para você em troca do seu Fusca. É só dinheiro. O que o Fusca traz vale muito mais do que dinheiro. O valor emocional que os Fuscas trouxeram para mim, te falo isso com um nó na garganta, vou levar para a minha eternidade.”
“É uma paixão sem precedentes. Quando chegamos à vida adulta, vamos descobrindo valores, e o Fusca é um valor que não tem preço”, finaliza.

