Mudanças climáticas estão no centro dos debates do Fórum Econômico Mundial, em Davos
As mudanças climáticas estão entre os temas centrais do Fórum Econômico Mundial, que começou nesta segunda-feira (15), em Davos, na Suíça.
É hora de falar dos principais desafios do planeta. E não são poucos. Uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial mostrou que mais de metade dos economistas-chefes dos setores público e privado acha que a economia global vai se enfraquecer em 2024 – e isso pode ter consequência para todos nós.
“A gente vê a economia mundial desacelerando este ano. O tal pouso suave. Acho que do ponto de vista macro, este é o grande debate: vai ter uma redução da inflação sem recessão, ainda que com uma desaceleração, ou não? Então, eu estou nesse grupo majoritário que vê, sim, um pouso suave. Agora, é um pouso. Uma desaceleração, sim”, diz Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco.A crise climática segue firme na agenda do Fórum Econômico Mundial. A inteligência artificial entra com força, especialmente depois de o Fundo Monetário Internacional ter alertado que ela pode afetar 40% dos empregos, agravando a desigualdade. Mas não há como fugir: as duas guerras – uma no Oriente Médio e outra na Europa – vão estar no centro dos debates em Davos.
O presidente do banco da Palestina, Hashim Shawa, é um dos representantes dos palestinos. Entre os mais de 60 chefes de Estado e de governo confirmados, estão os presidentes de Israel, Isaac Herzog, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Também irão os presidentes da França, Emmanuel Macron; da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; e da Argentina, Javier Milei.
Os Estados Unidos vão ser representados pelo secretário de Estado, Antony Blinken. A China pelo primeiro-ministro, Li Qiang. E o Brasil, pelos ministros Alexandre Silveira, de Minas e Energia, Nisia Trindade, da Saúde, e Marina Silva, do Meio Ambiente, que vão discutir como o setor privado e governos podem atuar, juntos, na questão do clima.
“Nós vivemos problemas graves nos países em desenvolvimento, aonde o problema das mudanças climáticas afetam muito mais os pobres e os vulneráveis do que nos países desenvolvidos. Temos que enfrentar a mudança do clima, porque o próprio regime de chuva brasileiro está completamente ficando prejudicado em função desses problemas”, diz Marina Silva.
