EUA anunciam coalizão de dez países contra ataques dos houthis no Mar Vermelho
O ministro da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, anunciou, nesta segunda-feira (18), a criação de uma coalizão de dez países para fazer frente aos ataques os terroristas do Houthi, do Iêmen, no Mar Vermelho, realizados em resposta à guerra em Gaza.
“Os países que buscam defender o princípio fundamental da liberdade de navegação devem se unir para abordar o desafio proposto por este ator não estatal”, afirmou Austin por meio de nota.
Esta aliança, segundo o ministro americano, será integrada por Estados Unidos, França, Reino Unido, Bahrein, Canadá, Itália, Países Baixos, Noruega, Espanha e Ilhas Seychelles.

O ministro da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, anunciou, nesta segunda-feira (18), a criação de uma coalizão de dez países para fazer frente aos ataques os terroristas do Houthi, do Iêmen, no Mar Vermelho, realizados em resposta à guerra em Gaza.
“Os países que buscam defender o princípio fundamental da liberdade de navegação devem se unir para abordar o desafio proposto por este ator não estatal”, afirmou Austin por meio de nota.
Esta aliança, segundo o ministro americano, será integrada por Estados Unidos, França, Reino Unido, Bahrein, Canadá, Itália, Países Baixos, Noruega, Espanha e Ilhas Seychelles.
Os huthis, que controlam a capital iemenita, Sanaa, desde 2014 e outras áreas do país, afirmaram em um comunicado que “realizaram uma operação militar contra dois barcos vinculados com a entidade sionista”, em referência a Israel.
Os terroristas indicaram que o navio norueguês M/V Swan Atlantic, que navega com bandeira das Ilhas Cayman, e o “MSC Clara”, de bandeira panamenha, foram atacados após se recusarem a responder a seus chamados de contato.
Cerca de 40% do comércio mundial passa pelo estreito de Bab Al Mandab, o corredor que conecta o Chifre da África com a Península Arábica e onde os huthis aumentaram seus ataques.
Os huthis advertiram que vão atacar qualquer navio que se dirija a portos israelenses e que navegue em frente ao litoral do Iêmen, como medida de pressão em resposta à guerra entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas em Gaza.
Esta ameaça fez com que cinco transportadoras, entre elas as duas maiores empresas de frete marítimo do mundo, anunciassem na semana passada que evitariam o Mar Vermelho, que liga o Mediterrâneo ao Oceano Índico.
A petrolífera britânica BP anunciou nesta segunda-feira que suspenderá qualquer envio por esta rota, uma notícia que fez os preços do petróleo subirem. A gigante taiwanesa de navegação Evergreen fez o mesmo.
A Frontline, uma das maiores companhias de navios-petroleiros do mundo, declarou que estava realizando mudanças nos trajetos das embarcações e que “apenas aceitaria novos negócios” que possam passar pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. Esta rota é muito mais longa e consome mais combustível.
A gigante ítalo-suíça Mediterranean Shipping Company (MSC), a francesa CMA CGM, a alemã Hapag-Lloyd, a belga Euronav e a dinamarquesa A.P. Moller-Maersk – esta última responsável por 15% do transporte mundial de contêineres – deixaram de operar no Mar Vermelho até segundo aviso.
Os ataques se transformaram em “uma crise de segurança marítima” com “implicações comerciais e econômicas na região e além”, comentou à AFP Torbjorn Soltvedt, do centro de análise Verisk Maplecroft.
O M/V Swan Atlantic foi atingido nesta segunda enquanto navegava pelo Mar Vermelho por um “objeto não identificado”, informou o proprietário, o armador norueguês Inventor Chemical Tankers.
Nenhum tripulante, todos de nacionalidade indiana, ficou ferido e o barco sofreu “danos limitados”, detalhou o armador em um comunicado.
“O navio não tem nenhuma relação com Israel”, afirmou o proprietário da embarcação, que informou que a embarcação fazia um trajeto da França para a Ilha da Reunião, um território ultramarino francês no Oceano Índico.
No sábado, um destróier americano derrubou no Mar Vermelho 14 drones lançados de zonas do Iêmen controladas pelo Houthi, informou o Exército americano.
O Reino Unido também afirma que um de seus destróieres derrubou um suposto drone de ataque na zona.
