A tragédia do submarino que desapareceu mais de 100 anos depois do naufrágio do Titanic
Cento e onze anos se passaram desde o naufrágio do Titanic, que resultou na morte de mais de 1.500 pessoas no Atlântico Norte. Em junho de 2023, uma nova tragédia marca mais um episódio no caso do famoso navio: cinco pessoas morreram em uma expedição aos restos da embarcação.
As vítimas estavam em um submergível da empresa OceanGate, que implodiu no Atlântico Norte. Antes de as mortes serem confirmadas, autoridades ficaram dias a procura pelo submarino desaparecido. A operação chamou a atenção de todo o mundo.
Veja abaixo a cronologia do caso do submarino que desapareceu.

Em abril de 1912, o navio Titanic chocou-se contra um iceberg e desapareceu no Atlântico Norte. No naufrágio, 1.514 pessoas morreram.

Após 111 anos da tragédia, turistas pagaram mais de R$ 1 milhão para entrar em um pequeno submarino para ir ver os destroços do Titanic no fundo do mar.

Como o submarino não é autônomo, o veículo teve de ser carregado por uma embarcação, na superfície do mar, por 643 km, até chegar ao ponto do “mergulho”.

Dois dias depois, em 18 de junho, o submarino iniciou a descida de 3,8 km até os destroços do Titanic. Pela previsão, seriam 2 horas de percurso.

Quando 1 hora e 45 minutos haviam se passado, a comunicação foi perdida, e o submarino desapareceu.
Começaram, então, as desafiadoras buscas no Oceano Atlântico, em uma área de 20 mil km². Era o início de uma corrida contra o tempo: pelas estimativas, só haveria oxigênio suficiente para os passageiros até o início da manhã de quinta-feira, 22 de junho (no horário de Brasília).
No dia 21 de junho, a Guarda Costeira dos EUA capturou ruídos que poderiam ser do submarino. As autoridades também divulgaram as primeiras fotos das buscas.

A morte dos cinco tripulantes foi confirmada na quinta-feira, 22 de junho. A Guarda Costeira encontrou os destroços do submarino e disse que todos os passageiros morreram por conta de uma “implosão catastrófica”.

