Pilotos Honda Racing levam a relação pai e filho de casa para trilhas e pistas
Ser pai de piloto é viver uma emoção à parte, imagina ser pai de uma piloto. É a mesma coisa! Atual bicampeã latino-americana e tricampeã brasileira de enduro, Bárbara Neves está sempre ao lado do pai Rildo Gonzaga nas competições. “Ele foi a pessoa que me ensinou a andar de moto e me incentiva até hoje. Cresci vendo ele fazer trilhas e participar de provas de enduro. Isso acabou me influenciando e quis seguir pelo mesmo caminho. É essencial tê-lo por perto nos treinos, corridas, eventos internacionais. Sem dúvida em todos esses momentos é bom ele estar ao meu lado”, conta a jovem de 21 anos, primeira mulher a integrar a equipe oficial da Honda Racing no Brasil.
Bárbara destaca também a importância de ter o pai ao lado nos principais momentos da vida e da carreira. “É a pessoa que mais me conhece. Se estou nervosa, com medo, apreensiva, ele sempre tenta me acalmar. Se eu estou feliz, ele também comemora junto comigo. É um grande pai para mim e para meus irmãos”, conclui.

Vinicius e Fernando Calafati
É também do enduro que vem a próxima história. Sabe aquela pessoa que não tira o olho da motocicleta do piloto? Está atento a todos os detalhes para que tudo esteja perfeito na hora da largada. Esse é o Fernando Calafati, pai do Vinicius, pentacampeão brasileiro de enduro. “Meu pai é o cara que eu mais admiro na vida. Tudo o que sou, devo a ele. Foi quem acreditou em mim no esporte, sempre me acompanhou e está comigo o tempo todo até hoje. Tê-lo como integrante da equipe é muito importante”, diz o piloto Calafati, de 26 anos.
A rotina inclui as viagens, situações que exigem total empenho, dedicação e, claro, momentos de descontração. “Independente de tudo, quero que ele esteja sempre perto de mim, porque a presença dele no time faz toda a diferença, principalmente nas provas. Isso me deixa muito feliz”, ressalta.
Eric e Marco Granado
Quem acompanha o Eric Granado na motovelocidade está habituado a ver seu pai, Marco Granado, nos bastidores das corridas. Atual tetracampeão do SuperBike Brasil na principal categoria e integrante da equipe Honda Laglisse no Campeonato Espanhol de Superbike, o jovem de 25 anos destaca que a relação com o pai é fundamental desde início da carreira e por tudo que ele está vivendo hoje. “Meu pai é o maior incentivador e apoiador. Ele investiu muito, principalmente no início. Se tenho essa vida que tenho e se posso viver do esporte é graças a ele. Já são 19 anos de carreira e ele sempre esteve ao meu lado. Vai em todas as corridas, mesmo eu morando agora na Europa, ele está sempre presente. É também meu empresário no Brasil”, evidencia o piloto.
Em uma relação forte pessoal e profissional, como essa, nem sempre tudo é perfeito. “É claro que tem aqueles momentos difíceis entre pai e filho, mas com certeza, ele sempre desejou o meu melhor e me apoiou ao máximo. Sou muito grato a tudo que ele fez e faz por mim”, completa.
João e Felipe Teixeira
Qual é importância da presença do pai para um garoto que está começando a carreira como piloto? João Teixeira, 11 anos, piloto da Honda Jr Cup, categoria-escola de motovelocidade para crianças e adolescentes, já sabe muito bem o que esse apoio significa. “Sempre que estou ansioso, meu pai conversa comigo para eu não ficar nervoso. Ele é fundamental em tudo! Fala para eu fazer uma corrida calma, tranquila e limpa. Antes de entrar na pista a gente revê as estratégias e de lá eu sempre mando um coração para ele e para a minha mãe, porque os dois são tudo para mim”, descreve o campeão da categoria em 2019.
Para Felipe Teixeira, o pai do João, a relação dos dois é mais que pai e filho. “Sou o principal apoio em tudo o que envolve a preparação dele para as corridas de moto. Temos uma ligação muito intensa com tudo isso. É fantástico para mim estar junto para que ele possa realizar esse sonho. Não sabemos hoje até onde vamos chegar, mas de uma coisa tenho certeza, a conexão que nós temos com a moto é algo que vai para a vida toda”, revela. “O mais importante é saber que eu faço parte de um momento especial da vida dele, seja na formação como piloto e também como homem. Lá na frente, ele vai se lembrar de tudo isso que vivemos”, finaliza.
