Enterro de festeiro paraisense, família atende último pedido com sanfoneiro tocando “Asa Branca”

Antonio Rodrigues Pimentel morreu em 20 de abril de 2017, em Paraíso do Tocantins. Conhecido como Pimentel, ele estava a um mês de completar 88 anos.
Segundo familiares, uma parada cardíaca causou a morte. Pimentel ganhou reconhecimento como festeiro e dançarino de forró na cidade.
Centenas de amigos e parentes participaram do velório na Capela Mortuária Bom Jesus. Além disso, moradores chegaram desde as primeiras horas para prestar homenagens.
O sepultamento ocorreu em 21 de abril de 2017, às 17h. Familiares levaram o corpo ao Cemitério Bom Jesus, em Paraíso do Tocantins.

Despedida de Pimentel levou cortejo pelas ruas da cidade
O cortejo seguiu um caminho diferente do habitual. Em vez de entrar diretamente no cemitério, familiares e amigos caminharam por ruas da cidade.
A despedida de Pimentel começou pela Rua 13 de Maio. Em seguida, o grupo contornou o Cemitério Bom Jesus pela Avenida Paraná.
Depois, o cortejo passou pelas ruas Tocantins e Minas Gerais. Centenas de pessoas aguardavam a chegada do caixão no local do sepultamento.
Com efeito, o trajeto reuniu moradores que desejavam demonstrar carinho e respeito. Pimentel mantinha relações próximas com muitas famílias da região.

“Asa Branca” marcou homenagem ao festeiro
Um familiar revelou um último desejo de Pimentel durante a cerimônia. Após a retirada da viseira do caixão, ele pediu música ao lado do corpo.
O sanfoneiro Raimundo da Silva Barros, conhecido como Raimundinho do Big Som, tocou “Asa Branca”. A canção é assinada por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.
Além disso, Raimundinho tinha laços de amizade com Pimentel. Ele frequentava as festas promovidas na fazenda da família, na região do Rio dos Mangues.
A execução emocionou parentes e amigos presentes no cemitério. Por fim, o público fez uma longa salva de palmas em homenagem ao festeiro.

Fazenda mantinha tradição de festas e leilões
A fazenda de Pimentel recebia festas e leilões muito concorridos. Desse modo, ele se tornou uma figura marcante entre admiradores do forró na região.
Os encontros reuniam amigos, moradores e visitantes de Paraíso do Tocantins. Ademais, as celebrações ajudavam a preservar costumes locais e vínculos comunitários.
A despedida de Pimentel uniu música, memória e afeto. Portanto, a homenagem com “Asa Branca” marcou o adeus ao festeiro paraisense.

Na verdade ele tinha 87 anos e estava a menos de 1 mês de completar 88 anos de idade. E morreu vítima de parada cardíaca, pois já tinha problemas de coração, e não AVC como está escrito. (Família Pimentel)
Obrigado pelas informações… Nossos sentimentos!