Barco em que viajavam Bruno e Dom Phillips é encontrado
Foi encontrado na noite deste domingo (19) o barco em que viajavam o indigenista Bruno Araújo e o jornalista britânico Dom Phillips, mortos em uma emboscada enquanto viajavam pelo Vale do Javari (AM). A Polícia Federal informou em nota que os bombeiros, os militares da Marinha e soldados da Polícia Militar do Amazonas encontraram a embarcação por volta das 20h20 (horário local). Ainda de acordo com a PF, a embarcação será submetida nos próximos dias perícia, de modo a contribuir com a completa elucidação dos fatos.
Ao R7, o delegado da Polícia Civil do Amazonas, Alex Perez Timóteo, disse que o barco, que mede cerca de 7 metros, foi encontrado a 20 metros de profundidade e a mais ou menos 30 metros da margem do rio. “No barco submerso havia amarrado um tambor de gasolina. Outros três tambores foram encontrados em terra firme, próximos ao local. Eles pertenciam a Bruno Araújo. A lancha é um modelo com motor acoplado de 40 hp Yamaha”, descreveu o delegado. “A lancha estava emborcada e havia sacos de areia amarrados para evitar que ela voltasse a flutuar”, acrescentou.

A Polícia Federal afirmou neste domingo que está sendo apurada a participação de, pelo menos, oito pessoas no crime. A corporação chegou a declarar na sexta-feira (17) que não há mandante nem organização criminosa por trás das mortes, mas outras cinco pessoas passaram a ser monitoradas pelos investigadores.
Um terceiro suspeito preso no sábado (18) confessou ser um dos autores dos crimes. Jefferson da Silva Lima é o terceiro preso durante as investigações. Antes dele, os pescadores Amarildo da Costa Oliveira — que também confessou ter matado Dom e Bruno e indicou o local onde os corpos foram enterrados — e o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, já tinham sido presos.
De acordo com a PF, “as investigações continuam no sentido de esclarecer todas as circunstâncias, os motivos e os envolvidos no caso”. “Os trabalhos dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística continuam em andamento para completa identificação dos remanescentes humanos e compreensão da dinâmica dos eventos”, disse a PF.
