Macaca foge de parque zoobotânico e faz bagunça em instituto de pesquisa do AP
Bagunça é uma forte característica da macaca de nome “Jéssica”, de 12 anos, que vive no Parque Zoobotânico, localizado no distrito da Fazendinha, em Macapá. Funcionários do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), prédio vizinho, tem reclamado das contantes invasões do animal que, segundo eles, geram transtornos.
O último registro de fuga do animal foi na quarta-feira (27), sendo recapturado nesta quinta-feira (28), no estacionamento do Iepa. Da espécie cuamba, também conhecida como macaco-aranha, “Jéssica” estava subindo em carros e espalhando lixo, segundo relatos.
De acordo com a auxiliar administrativa Maria Ruth Dias, de 53 anos, a visita da macaca tem gerado prejuízo para os funcionários do instituto, a exemplo dos veículos que ficam estacionados no local, que aparecem arranhados devido às garras do animal.

A funcionária conta que, embora goste do animal e tenha simpatia por ele, teme a aproximação, porque “Jéssica” tem apresentado comportamento agressivo. Ela ressalta que as fugas têm acontecido com frequência há pelo menos um ano.
“A macaca fica um tempo presa e depois rasga a grade, foge e faz um estrago no instituto. Ela sobe nos carros, espalha lixo e faz muita bagunça. Ano passado, esse animal arranhou um carro meu que acabei vendendo todo riscado”, reclamou Maria Ruth.
A bióloga Patrícia Fonseca, responsável pelos animais do Parque Zoobotânico, nega que a macaca esteja apresentando comportamento agressivo. Ela acredita que o motivo para ir ao instituto de pesquisa, em todas as vezes, seria o carinho dado pelos funcionários, que chegam a alimentá-la.
“A Jéssica tem o recinto dela com as árvores e todo tempo a gente faz uma vistoria para saber se os animais estão fazendo buraco no alambrado. De vez em quando, elas conseguem quebrar a malha. Ela é um animal muito dócil e gosta de se aproximar das pessoas, por isso é alimentada”, disse.
A direção do parque ressaltou que há cerca de um ano não registrava fugas. De acordo com o diretor Herialdo Monteiro, os servidores fazem uma força-tarefa para resgatar a macaca quando foge, até para evitar qualquer tipo de violência contra ela.
“De fato, a macaca fugiu e fazia muito tempo que isso não ocorria. Em todas as vezes, ela vai para o instituto porque lá a alimentam. Mas, equipes do parque sempre buscam recapturá-la o mais rápido possível para evitar transtornos”, disse o diretor.

Fechado ao público
O Parque Zoobotânico de Macapá, que abriga várias espécies de animais silvestres, está fechado há 14 anos. Com o objetivo de reabrir, serviços de revitalização no local foram iniciados em julho de 2016, mas ainda sem conclusão.
