O câncer colorretal tem avançado no Brasil e pode apresentar sinais antes de um diagnóstico. Veja os principais sintomas, fatores de risco e formas de prevenção.
Os casos de câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, vêm aumentando no Brasil e no mundo. A doença está entre os tipos de câncer mais frequentes na população e exige atenção aos sinais do corpo.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer colorretal representa cerca de 10% dos novos casos de câncer no Brasil entre homens e mulheres. Além disso, a doença provoca mais de 23 mil mortes por ano no país.
Embora possa evoluir de forma silenciosa no início, o câncer de intestino também pode apresentar sinais. Por isso, reconhecer possíveis sintomas e buscar avaliação médica são medidas importantes.
Quais sinais podem indicar câncer de intestino
O câncer colorretal pode apresentar sintomas variados. Entretanto, alguns sinais merecem atenção, principalmente quando persistem ou aparecem juntos.
Entre os principais estão:
sangue nas fezes;
sangramento retal;
diarreia frequente;
constipação;
alteração persistente no formato das fezes;
perda de peso sem causa aparente;
cólicas ou dor abdominal persistente;
anemia sem causa identificada.
Por isso, diante de qualquer alteração persistente no funcionamento intestinal, é importante procurar um profissional de saúde. Afinal, quanto mais cedo uma possível doença é investigada, maiores são as chances de identificar o problema em uma fase inicial.
Caso de Preta Gil chamou atenção para os sintomas
A cantora Preta Gil relatou ter enfrentado sintomas antes de receber o diagnóstico de câncer colorretal, em 2023. Entre as alterações, ela mencionou prisão de ventre intensa, mudanças no formato das fezes, além da presença de sangue e muco.
Posteriormente, um episódio de sangramento intenso levou a cantora ao hospital. Segundo relatos divulgados na época, exames de imagem identificaram um tumor.
O caso ganhou repercussão e ajudou a chamar atenção para a importância de observar mudanças no funcionamento do intestino. No entanto, cada caso apresenta características próprias. Portanto, sintomas semelhantes não significam, necessariamente, a presença de câncer.
Por que muitos pacientes demoram a buscar ajuda
Um dos desafios no combate ao câncer colorretal é a demora para investigar os primeiros sinais. Muitas pessoas identificam alterações, mas acabam adiando a consulta médica.
Uma pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center apontou esse comportamento entre os entrevistados. Segundo o levantamento, 9% disseram já ter percebido sangue nas fezes. Contudo, quase metade desse grupo não procurou atendimento médico.
Assim, a orientação dos especialistas é não ignorar sintomas persistentes. Mesmo quando parecem leves, alterações intestinais podem ter diversas causas e precisam de avaliação adequada.
Câncer colorretal também cresce entre pessoas mais jovens
O câncer de intestino ainda ocorre com maior frequência em pessoas acima dos 50 anos. Porém, nos últimos anos, pesquisadores observaram um aumento da doença entre adultos mais jovens.
Ainda não existe uma explicação única para esse crescimento. Entretanto, especialistas estudam possíveis relações com fatores como alimentação inadequada, obesidade, sedentarismo e outros hábitos de vida.
Por isso, manter uma rotina saudável pode contribuir para reduzir o risco. Além disso, pessoas com histórico familiar ou outros fatores de risco devem conversar com um profissional de saúde sobre a necessidade de acompanhamento específico.
Hábitos que ajudam a reduzir o risco
O estilo de vida tem relação com o risco de desenvolver câncer colorretal. Dessa forma, algumas mudanças na rotina podem contribuir para a prevenção.
Entre as principais medidas estão:
Manter uma alimentação equilibrada: priorizar frutas, verduras, legumes e fibras. Além disso, reduzir o consumo de carnes processadas e alimentos ultraprocessados.
Controlar o peso: o excesso de peso e a obesidade estão associados a maior risco de câncer colorretal.
Praticar atividade física: manter uma rotina regular de exercícios contribui para a saúde geral e pode reduzir fatores associados à doença.
Não fumar: o tabagismo está relacionado a diversos tipos de câncer e outros problemas de saúde.
Evitar o consumo excessivo de álcool: o consumo frequente e elevado aumenta o risco de diferentes doenças.
Manter hábitos intestinais saudáveis: alterações persistentes no funcionamento do intestino devem ser investigadas.
Além disso, a hidratação adequada é importante para o funcionamento do organismo. No entanto, a quantidade ideal de líquidos varia conforme fatores individuais, como idade, peso, clima e nível de atividade física.
Como funciona o rastreamento pelo SUS
O Ministério da Saúde anunciou um protocolo nacional de rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). A estratégia utiliza o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como ferramenta para identificar sangue oculto nas fezes.
O exame é voltado ao rastreamento de pessoas sem sintomas dentro da faixa etária definida pelo protocolo. O teste pode detectar pequenas quantidades de sangue que não são visíveis a olho nu.
Quando o resultado apresenta alteração, a equipe de saúde pode indicar exames complementares. Entre eles, está a colonoscopia, que permite avaliar o interior do intestino e investigar possíveis lesões.
Por fim, é importante destacar que o rastreamento não substitui a avaliação médica diante de sintomas. Portanto, quem apresenta sangue nas fezes, mudanças persistentes no hábito intestinal ou outros sinais de alerta deve procurar atendimento de saúde, independentemente da idade.
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