Quem é Daniel Perez, indicado por Trump para comandar a Embaixada dos EUA no Brasil

A Casa Branca enviou ao Senado dos Estados Unidos a indicação do deputado estadual Daniel Perez para assumir a Embaixada norte-americana no Brasil. O nome do parlamentar republicano aparece na lista de nomeações encaminhadas nesta segunda-feira (1º).
Perez comanda a Câmara dos Deputados da Flórida desde novembro de 2024. Para assumir oficialmente o posto em Brasília, ele ainda precisa ser aprovado pelo Senado norte-americano e receber o agrément do governo brasileiro.
Filho de imigrantes cubanos
Daniel Perez nasceu em Nova York, em 22 de junho de 1987, e é filho de imigrantes cubanos. Ainda na infância, mudou-se com a família para a Flórida.
O parlamentar representa o Distrito 116 da Câmara da Flórida, ligado à região de Miami-Dade. Ele é advogado, formado pela Universidade Loyola de Nova Orleans, e também atua na área jurídica de uma empresa de plano de saúde.
Perez foi eleito para a Câmara estadual em 2017. Desde então, construiu trajetória política dentro do Partido Republicano e assumiu posição de destaque no Legislativo da Flórida.
Nome precisa passar pelo Senado
A indicação ainda não significa posse imediata. Nos Estados Unidos, nomes escolhidos para embaixadas precisam passar por análise e votação no Senado.
Além disso, para ocupar o cargo no Brasil, Perez também precisa receber a aprovação formal do governo brasileiro. Esse procedimento é conhecido como agrément e faz parte do rito diplomático.
O posto de embaixador dos Estados Unidos no Brasil está vago desde o fim do governo Joe Biden, em janeiro de 2025.
Embaixada segue com encarregado de negócios
Desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada por Biden, a missão diplomática dos Estados Unidos em Brasília passou a ser comandada por encarregados de negócios.
Atualmente, Gabriel Escobar lidera a Embaixada de forma interina. A partir de julho, ele será substituído por Natasha Franceschi, até que um novo embaixador seja confirmado.
A escolha de Perez ocorre em meio à tentativa do governo Trump de reorganizar postos estratégicos da diplomacia norte-americana.
