Drone atinge maior usina nuclear da Europa ocupada pela Rússia e aumenta tensão na guerra

Um drone atingiu a usina nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, ocupada pela Rússia. A informação foi confirmada pela Agência Internacional de Energia Atômica neste domingo (31), após inspeção no local.
Segundo a AIEA, a equipe presente na usina observou danos na parte externa de um edifício de turbinas. A agência informou que as marcas encontradas são compatíveis com impacto de drone.
Apesar do incidente, os níveis de radiação continuam normais, conforme medição feita pelos inspetores internacionais.
AIEA cobrou fim de ataques
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, voltou a alertar sobre o risco de ataques envolvendo instalações nucleares. Segundo ele, atacar ou usar áreas próximas a usinas nucleares representa um risco grave.
A agência informou ainda que os inspetores precisaram se abrigar no sábado após ouvirem drones e disparos nas proximidades da usina.
Zaporizhzhia é a maior usina nuclear da Europa. A instalação foi tomada por forças russas nos primeiros dias da invasão da Ucrânia, em 2022.
Rússia e Ucrânia trocam acusações
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os danos ocorreram perto de uma área sensível da usina. Moscou acusa Kiev de ter realizado o ataque.
A Ucrânia negou envolvimento e classificou as acusações russas como propaganda. O governo ucraniano afirmou que não faria sentido atacar uma usina localizada em seu próprio território.
A Rosatom, estatal nuclear russa, disse que o drone teria sido controlado por cabo de fibra óptica. Segundo a empresa, isso indicaria que o impacto não teria sido acidental.
Risco nuclear preocupa comunidade internacional
Desde o início da guerra, Rússia e Ucrânia se acusam de colocar a segurança da usina em risco. A proximidade da instalação com áreas de conflito aumenta a preocupação internacional.
A AIEA acompanha a situação de forma permanente e cobra que a usina não seja alvo de ataques. O organismo também pede acesso às áreas afetadas para novas inspeções.
O caso reforça o alerta sobre a necessidade de proteção de estruturas nucleares durante conflitos armados.
