Tocantins leva arte, tradição e cultura popular à Teia Nacional no Espírito Santo

O Tocantins marcou presença na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada entre os dias 19 e 24 de maio, em Aracruz, no Espírito Santo. O evento reuniu representantes culturais de todo o país e promoveu mais de 200 atividades voltadas à arte, cultura popular e justiça climática.
Com o tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, a programação aconteceu no Centro de Turismo Social e Lazer Sesc Praia Formosa. Além dos delegados tocantinenses, artistas, artesãos, mestres da cultura popular e comunicadores do estado também participaram das atividades.
Arte sacra e cultura popular ganharam espaço
O artista visual Elpídio de Paula Neto representou o Tocantins com a exposição “Um mergulho do sagrado na cultura tradicional do Tocantins”. A mostra reuniu obras inspiradas na religiosidade popular, na arte sacra e nas manifestações culturais do estado.
Segundo o artista, a proposta buscou valorizar mestres, mestras e referências culturais tocantinenses por meio da arte pirografada.

“Não tem como falar da cultura tradicional do Tocantins sem falar de religiosidade, misticismo, arte e cultura. Tudo isso atravessa as nossas manifestações”, destacou.
Além disso, Elpídio explicou que parte das obras surgiu de releituras feitas a partir de fotografias de Emerson Silva. Dessa forma, a exposição apresentou figuras ligadas às tradições populares, aos povos indígenas e aos povos de terreiro.

Fotografia e comunicação colaborativa representaram o estado
O artista Fernando Amazônia também integrou a programação da Teia Nacional. Durante o evento, ele participou da comunicação colaborativa e apresentou a exposição fotográfica “Água é Vida”.
A mostra destacou a relação entre comunidades tradicionais, povos originários e os rios Tocantins e Araguaia. Além disso, o trabalho trouxe referências dos povos Javaé e Xerente.
Segundo Fernando Amazônia, a participação fortaleceu a presença cultural do Tocantins no cenário nacional.

Artesanato tocantinense ganhou visibilidade
A economia criativa do Tocantins também esteve presente no evento. A artesã Sebastiana Pereira, do Ponto de Cultura Ubuntu, de Babaçulândia, expôs peças produzidas com sementes, palha, coité e outros elementos naturais.
Além disso, a artesã Iraci Krukwane Xerente, da Aldeia Salto, em Tocantínia, apresentou trabalhos feitos em capim-dourado e fibra de buriti.

Durante a feira criativa, as representantes destacaram a importância da valorização do artesanato tradicional e da cultura indígena.
Saberes quilombolas e medicina tradicional integraram programação
A mestra raizeira Felisberta Ferreira, conhecida como Dona Feliz, participou da programação literária da Teia Nacional. Natural de Natividade, ela levou ao evento a experiência do livro “A Mata que Cura – Saberes Quilombolas de Curar e Bem Viver”.
A obra reúne conhecimentos tradicionais ligados às plantas medicinais, à cura popular e à preservação ambiental.

Além disso, Dona Feliz apresentou sementes, raízes e xaropes produzidos a partir de elementos do Cerrado brasileiro. Segundo ela, o livro nasceu da relação construída ao longo da vida com a medicina tradicional e os saberes ancestrais.
Hip-hop e manifestações populares encerraram participação
A cultura hip-hop do Tocantins também ganhou espaço na programação nacional. O Coletivo Cidade Perifa, de Palmas, promoveu debates, apresentações musicais e exibições audiovisuais voltadas à juventude, território e periferia.

Além disso, artistas como Mano Jozy, Rossana Iuna, DJ Dallag Beats e DJ Drika participaram das atividades culturais.
Por fim, o Pontão de Cultura Tambores do Tocantins encerrou a participação do estado no Palco Folia de Reis. Márcio Belo e banda apresentaram ritmos tradicionais tocantinenses, como a suça, ao lado do mestre Dorivã, conhecido como Passarim do Jalapão.

A participação tocantinense na Teia Nacional reuniu diferentes linguagens artísticas, saberes populares e manifestações culturais. Dessa forma, o estado reforçou a força dos coletivos culturais e a diversidade presente nos territórios tocantinenses.


