Metrô de São Paulo pode entrar em greve nesta quarta; veja linhas afetadas

O Metrô de São Paulo pode entrar em greve a partir da 0h desta quarta-feira (13). A paralisação ainda não está confirmada e depende de assembleia dos metroviários marcada para esta terça-feira (12).
A decisão será tomada após impasse entre o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a direção da companhia e o governo estadual. A categoria cobra avanços na campanha salarial e em demandas trabalhistas.
Assembleia decide greve
O Sindicato dos Metroviários convocou a categoria para votar a possível greve. Caso a paralisação seja aprovada, ela deve começar à 0h desta quarta-feira.
A assembleia estava prevista para começar às 18h30, com transmissão pelo canal do sindicato. No entanto, a entidade informou que o início poderia atrasar.
Linhas que podem ser afetadas
A greve pode atingir as linhas operadas diretamente pelo Metrô de São Paulo: 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Essas linhas funcionam diariamente das 4h40 à 0h e transportam mais de 3 milhões de passageiros por dia, segundo a companhia.
A Linha 17-Ouro também aparece entre os serviços administrados pelo Metrô, mas opera em regime transitório, com horário reduzido e sem cobrança de tarifa, conforme informações divulgadas pela companhia em abril.
Por que os metroviários ameaçam parar
Segundo o sindicato, a mobilização ocorre por falta de avanço nas negociações. Entre as reivindicações estão abertura de concurso público, progressões salariais, plano de carreira e discussão sobre a Participação nos Resultados de 2026.
A entidade também critica terceirizações e questiona mudanças relacionadas ao plano de saúde Metrus.
O sindicato afirma que o quadro de funcionários do Metrô foi reduzido nos últimos anos. Para a categoria, isso aumentou a carga de trabalho e pressionou os serviços internos.
Catraca livre é defendida pelo sindicato
Os metroviários voltaram a defender a chamada “catraca livre”. Pela proposta, os trabalhadores manteriam o Metrô funcionando normalmente caso o governo estadual autorizasse a operação sem cobrança de tarifa.
A medida, segundo o sindicato, evitaria prejuízo aos passageiros durante a mobilização.
Justiça determina funcionamento mínimo
A Justiça do Trabalho determinou regras mínimas de funcionamento caso a greve seja aprovada. A decisão exige 100% dos serviços e do efetivo nos horários de pico, das 6h às 9h e das 16h às 19h.
Nos demais períodos, a determinação é de manutenção de 60% dos serviços. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 200 mil ao sindicato.
A decisão também proíbe atos que impeçam o acesso de trabalhadores ou a circulação dos trens.
