Agrotins 2026 apresenta o futuro do agro com Inteligência Artificial, genética animal e novas culturas

A Agrotins 2026 reforça o protagonismo do Tocantins na modernização do agronegócio brasileiro ao reunir experiências práticas em tecnologia, pesquisa científica e inovação aplicada ao campo. A feira ocorre entre os dias 12 e 16 de maio, no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha, em Palmas, com o tema “Origem rastreada, qualidade comprovada”.
Além disso, a programação reúne soluções voltadas à agricultura de precisão, Inteligência Artificial (IA), genética animal e novas oportunidades de renda para pequenos produtores. Entre os destaques aparecem o cultivo experimental de microverdes, a apresentação inédita da raça bovina Caracu Mocha e o lançamento do Shopping das Máquinas.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, afirmou que a feira fortalece o setor produtivo e amplia a conexão entre tecnologia e produtores rurais. “A Agrotins é hoje um dos principais instrumentos de transformação do agronegócio tocantinense ao conectar tecnologia, pesquisa e o produtor rural em um mesmo ambiente de inovação e oportunidades”, destacou.
Da mesma forma, o secretário estadual da Agricultura e Pecuária, Fred Sodré, ressaltou que a iniciativa aproxima produtores das tecnologias mais modernas do mercado e amplia a competitividade do Tocantins no cenário nacional.
Inteligência Artificial amplia eficiência no campo
O Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins coordena estruturas demonstrativas que utilizam drones, sensores conectados e visão computacional para monitorar lavouras de soja e milho no Cerrado.
Além disso, os sistemas utilizam aprendizado de máquina para identificar pragas, doenças e falhas produtivas em tempo real. Com isso, os produtores conseguem aumentar a eficiência e melhorar a precisão no manejo agrícola.
Entre as tecnologias apresentadas estão algoritmos capazes de detectar ameaças como a helicoverpa armigera e o bicudo-do-algodoeiro antes que os danos avancem. Paralelamente, pesquisas apoiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins utilizam imagens aéreas para mapear lavouras com alto nível de precisão.
Além disso, armadilhas inteligentes desenvolvidas em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária monitoram insetos e condições climáticas em tempo real. Ao mesmo tempo, drones realizam o controle biológico ao liberar agentes naturais diretamente nos focos de infestação.

Segundo pesquisadores, as metodologias já alcançam até 97% de acurácia no mapeamento agrícola. Dessa maneira, a agricultura de precisão ganha ainda mais espaço no Tocantins.
Unitins apresenta solução para diagnóstico fitossanitário
A Universidade Estadual do Tocantins apresentará uma solução baseada em Inteligência Artificial voltada ao diagnóstico fitossanitário.
A tecnologia analisa imagens das folhas das plantas e compara padrões visuais com um banco de dados previamente treinado. Em seguida, o sistema apresenta um diagnóstico provável para doenças e pragas.
Assim, os produtores conseguem identificar problemas de forma precoce, reduzir perdas e aumentar a produtividade. Além disso, a ferramenta fortalece a formação acadêmica e incentiva o desenvolvimento tecnológico regional.
Microverdes surgem como alternativa de renda
Os microverdes também ganham espaço na Agrotins 2026 como alternativa de produção de baixo custo e alta rentabilidade, especialmente para agricultores familiares.
Esses alimentos possuem alto valor nutricional e atendem à crescente demanda do mercado por produtos saudáveis e sustentáveis. Além disso, os produtores conseguem cultivar as espécies em pequenos espaços.
Segundo a engenheira agrônoma do Ruraltins, Maria de Jesus, os produtores utilizam espécies como rúcula, couve, rabanete e girassol no cultivo dos microverdes. A colheita ocorre entre sete e 21 dias após a germinação, o que acelera a comercialização.
De acordo com a especialista, a cultura representa uma oportunidade promissora para diversificar a produção e ampliar a renda no meio rural.

Raça Caracu Mocha ganha destaque na feira
A raça bovina Caracu Mocha aparecerá pela primeira vez na Agrotins e surge como alternativa estratégica para sistemas pecuários adaptados ao clima tropical.
A raça se destaca pela rusticidade, fertilidade, precocidade e eficiência produtiva em regiões de altas temperaturas. Por isso, especialistas apontam potencial de crescimento da criação no Tocantins.
Durante a feira, criadores apresentarão seis touros registrados como Puro de Origem (P.O), oriundos de propriedades das regiões sul e sudeste do estado. Dessa forma, os produtores terão acesso a novas opções tecnológicas voltadas à produtividade e sustentabilidade na pecuária de corte.
Shopping das Máquinas integra crédito e tecnologia
Outra novidade desta edição será o Shopping das Máquinas, espaço criado dentro do pavilhão do Ruraltins para reunir tecnologias agrícolas, máquinas e serviços financeiros em um único ambiente.
No local, produtores terão acesso a instituições financeiras como Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Sicredi, Caixa Econômica Federal e Agência de Fomento do Tocantins.
Além disso, equipes técnicas oferecerão serviços como Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e orientações sobre crédito rural. Assim, os agricultores poderão conhecer tecnologias, avaliar investimentos e iniciar processos de financiamento durante a própria feira.
O espaço também contará com mais de 25 produtores de diferentes regiões do estado, fortalecendo a economia local e ampliando a visibilidade da produção regional.
Pesquisa científica fortalece desenvolvimento regional
A Agrotins 2026 também mostrará como a pesquisa científica contribui diretamente para o desenvolvimento regional. Projetos ligados à Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins e à Rede Deser demonstram o impacto do conhecimento acadêmico no campo.

Um dos exemplos envolve a cadeia produtiva da mandioca em Gurupi. A iniciativa melhorou a qualidade da farinha produzida por agricultores locais e ampliou as oportunidades de comercialização.
A pesquisadora Adriana Terra afirmou que a aproximação entre ciência e produtores rurais fortalece a autonomia das comunidades e cria soluções adaptadas à realidade regional.
A experiência também impulsionou a criação da Associação de Empreendedoras Rurais do Jandira, liderada por Sandra Vieira. Atualmente, o grupo produz alimentos como pães, gera renda e fortalece a economia local.
