Relembre uma das últimas visitas de Oscar Schmidt ao Tocantins
Quem esteve na Praça dos Girassóis naquela manhã de sábado (27), em março de 2010, não viu apenas um gigante de 2,05 metros de altura. Viu o maior nome do basquete brasileiro, fora das quadras, trazendo valiosos ensinamentos aprendidos ao longo da carreira.
Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa”, desembarcou em Palmas para o 6º Salão do Livro do Tocantins não para arremessar bolas de três, mas para apresentar lições de vida na palestra intitulada “Desafios”.
Com a mesma intensidade com que encarava a marcação cerrada dos norte-americanos nos anos 1980, Oscar disparou uma frase que ecoou entre os jovens e educadores presentes: “Eu posso fazer o que eu quiser, se eu quiser”.
“O bom jogador não é aquele que faz firulas. O bom jogador é aquele que faz muito bem o feijão com arroz. Alguém pode dizer nossa o Oscar teve muita sorte na vida. Sorte nada, eu treinava muito todo dia e era muita pressão”, expressou no palco.
Há 16 anos, o atleta aproveitava um momento de difusão da literatura entre alunos do Tocantins para contar sua transição, após largar as quadras e passar a estudar para realizar palestras.
Emoção do público
Foi, para muitos ali, o último contato visual e físico com uma lenda que tratava a todos com uma generosidade tão grande quanto sua envergadura, reafirmando que ninguém nasce sabendo, mas todos podem aprender a brilhar.
”Essa é uma palestra de quem venceu na vida”. Expressou, na época, o estudante Alex Castilho Arraes, fã de Oscar que tinha 17 anos e hoje já deve estar com 33.
“Ele tem garra e por isso é o campeão que é. Me espelho nele quando estou triste e sem objetivos. Gosto muito de basquete, mas nunca deixo de estudar”, complementou.
“É incrível como ele tem força e atitude para falar e motivar as pessoas. Vou voltar pra casa feliz e animada com os problemas da vida”, falou também a educadora Terezinha da Silva Gomes.
