Paquistão pede que Trump adie ultimato ao Irã, enquanto tensão cresce e negociações travam

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prorrogue por duas semanas o prazo dado ao Irã em meio à escalada de tensões.
Segundo Sharif, o objetivo é permitir que a diplomacia avance. Em publicação nas redes sociais, ele pediu que o prazo seja estendido e que o Irã reabra o Estreito de Ormuz como gesto de boa vontade.
O Paquistão atua como principal intermediário entre Irã e Estados Unidos. No entanto, até o momento, não há sinais concretos de entendimento entre as partes.
O prazo imposto por Trump termina às 21h desta terça-feira (7). A exigência envolve a reabertura do Estreito de Ormuz, fechado desde o início do conflito.
O Irã interrompeu as negociações com os Estados Unidos e informou ao Paquistão que não participará de novas conversas sobre cessar-fogo.
A decisão foi confirmada por autoridades iranianas e ocorre em meio ao aumento das tensões na região. Até agora, não foram divulgados detalhes sobre possíveis condições para retomar o diálogo.
Além disso, o governo iraniano já havia rejeitado propostas anteriores de trégua e defendeu o fim definitivo da guerra.
O presidente americano tem adotado tom mais duro nos últimos dias. Ele afirmou que não pretende estender o prazo concedido ao Irã para avançar nas negociações.
Segundo Trump, os Estados Unidos já ofereceram várias oportunidades para um acordo. Mesmo assim, indicou que pode intensificar ações caso não haja avanço.
Em uma das declarações mais recentes, o presidente afirmou que consequências graves podem ocorrer caso o Irã não cumpra as exigências.
