Bebês prematuros de Palmas ganham cuidado inovador que encanta famílias

O Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, intensifica o cuidado humanizado a recém-nascidos prematuros com a técnica da redeterapia neonatal. A prática consiste em posicionar o bebê em uma pequena rede dentro da incubadora, simulando o ambiente uterino, e oferecendo mais conforto e segurança.
Aplicada nas Unidades de Cuidados Intermediários Neonatais Convencional (UCINCo) e Canguru (UCINCa), a técnica contribui para a recuperação de bebês de baixo peso. Além disso, reduz o estresse e favorece o desenvolvimento clínico. A técnica de enfermagem Luzia Marinho Carvalho confecciona as redes utilizadas e também atua no cuidado direto aos recém-nascidos.
“Percebi que muitos bebês eram agitados e sentiam a falta do colo materno. Então, pensei em algo que pudesse acalmar, aconchegar e oferecer mais conforto. A redeterapia tem se mostrado muito eficaz no cuidado neonatal”, destaca Luzia.
Após o uso, as redes passam por higienização adequada na lavanderia hospitalar e podem ser reutilizadas com segurança.
Implantada desde 2011 como parte das estratégias de humanização da unidade, a técnica oferece diversos benefícios: melhora no desenvolvimento neuromotor, fortalecimento muscular, ganho de peso, redução da dor e do estresse, estabilidade dos sinais vitais e melhora do sono.
Para a coordenadora de enfermagem das UCINCa e UCINCo, Gilcilene Costa, a prática reforça a assistência humanizada. “A redeterapia é um pilar do cuidado neonatal. Observamos redução do estresse e do choro, o que favorece a estabilidade clínica e o ganho de peso. É uma intervenção de baixo custo, mas com alto valor terapêutico, que também ajuda a reduzir o tempo de internação”, explica.
Os resultados são visíveis também para as famílias. A mãe Andressa Rodrigues da Silva, de 31 anos, conta a evolução do filho Ravi Muniz Rodrigues, nascido com 31 semanas e 1,435 kg: “Percebi que ele ficou mais calmo na rede. Antes estava agitado, com batimentos acelerados, e depois passou a dormir melhor. Ver essa melhora me traz mais segurança”, relata.
Segundo a equipe, a técnica alia tecnologia e acolhimento. Ao simular o ambiente intrauterino, a redeterapia ajuda o bebê a se sentir protegido, favorecendo o descanso e a recuperação, enquanto mantém o monitoramento necessário.
