Centro histórico e turismo religioso pautam discussões da oficina comunitária do Plano Diretor em Porto Nacional
Porto Nacional deu mais um passo na construção do seu planejamento urbano. Na tarde desta quarta-feira (25), a Prefeitura, por meio da Unidade de Execução Municipal (UEM – PNAFM), promoveu a Oficina Comunitária do Plano Diretor Municipal e do Plano de Mobilidade Urbana. Com isso, a gestão abriu espaço para que a população participasse diretamente das decisões sobre o futuro da cidade.
O evento ocorreu no Auditório da Escola de Gestão – Anexo II e foi aberto ao público. Além disso, reuniu lideranças locais, técnicos e moradores interessados em apresentar sugestões. Dessa forma, a oficina ampliou o diálogo entre poder público e sociedade civil.

Participação popular e preservação do centro histórico
Durante a programação, a administração municipal reforçou o compromisso de alinhar o crescimento urbano à preservação histórica. Ao mesmo tempo, destacou a importância de estruturar a cidade para as próximas décadas. Por isso, o debate incluiu propostas voltadas ao centro histórico, tombado como patrimônio cultural.
Presente na reunião, Rodrigo da Nóbrega, chefe da Divisão Técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Tocantins, explicou o papel da instituição nas discussões. Segundo ele, o órgão atua para orientar intervenções e garantir que as mudanças respeitem as normas de preservação.
“Nesse momento o IPHAN vem aqui para auxiliar nesses debates e para se colocar naquilo que é importante. Além disso, é importante a gente deixar claro que essas intervenções são possíveis de fazer. Ou seja, é possível realizar reformas e outras intervenções urbanas de adaptação dessas edificações para que elas se adequem aos novos potenciais do centro histórico de Porto Nacional”, afirmou.
Turismo religioso e potencial econômico
A turismóloga da Secretaria da Cultura, Turismo e Esporte, Ângela Dantas, também defendeu atenção especial ao centro histórico. De acordo com ela, o local reúne patrimônio arquitetônico expressivo e grande potencial turístico.
“A gente precisa olhar para o centro histórico de Porto como a menina dos olhos, porque a gente tem uma das catedrais mais lindas do Brasil, os casarões e todo o entorno. Além disso, temos o processo de beatificação do Padre Luso, que, com certeza, vai trazer muita gente para Porto Nacional, tanto investidores quanto turistas e caravanas”, disse.
O processo de beatificação citado refere-se a Padre Luso, figura religiosa de relevância histórica para o município. Caso avance, o reconhecimento poderá fortalecer o fluxo de peregrinos. Consequentemente, a cidade poderá registrar impacto positivo no comércio e no setor de serviços.

Planejamento para o futuro
O Plano Diretor estabelece regras para o uso e ocupação do solo. Já o Plano de Mobilidade Urbana define estratégias para melhorar o deslocamento de pessoas e mercadorias. Assim, ambos funcionam como instrumentos complementares de planejamento.
Portanto, ao promover a oficina comunitária, a Prefeitura reforça a importância da participação popular. Ao mesmo tempo, sinaliza que pretende conduzir o crescimento de forma organizada e sustentável. Em síntese, a iniciativa busca preparar Porto Nacional para os desafios futuros sem abrir mão de sua identidade histórica e cultural.
