Andrew deixa delegacia após prisão por suspeita de má conduta
Prince Andrew deixou, na quinta-feira (19), a Delegacia de Polícia de Aylsham, em Norfolk, no leste da Inglaterra, após ser preso sob suspeita de “má conduta no exercício de cargo público”. A informação foi confirmada pela Thames Valley Police à imprensa britânica.
Segundo a BBC, um veículo da marca Range Rover chegou à delegacia por volta das 18h50 (horário local). Cerca de 15 minutos depois, o carro deixou o local. Um fotógrafo da Reuters registrou Andrew no banco traseiro do veículo. Ele deve retornar à residência Wood Farm, no complexo de Sandringham, propriedade particular do rei Charles III.
A corporação informou que o homem, na faixa dos 60 anos, foi detido após “avaliação minuciosa” e por haver “motivos razoáveis para suspeitar que um crime ocorreu” durante o exercício de cargo público. Andrew permaneceu cerca de 11 horas na delegacia.

Buscas também foram realizadas em endereços nos condados de Norfolk e Berkshire, incluindo propriedades em Windsor, onde ele residia antes de ter os títulos reais retirados em 2025.
Investigação e caso Epstein
A apuração envolve suspeitas de que Andrew tenha compartilhado documentos potencialmente confidenciais com Jeffrey Epstein. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou recentemente milhões de páginas relacionadas ao caso, nas quais o nome do ex-príncipe é citado. Ele nega irregularidades.
Andrew também foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, que afirma ter mantido relações com ele quando era menor de idade. O ex-príncipe sempre negou as acusações e firmou acordo judicial em 2022, evitando julgamento.
Em comunicado, Charles III afirmou que a “lei deve seguir seu curso” e declarou apoio às investigações conduzidas pelas autoridades competentes.
Epstein, acusado de liderar uma rede de exploração sexual de menores com a ex-namorada Ghislaine Maxwell, foi condenado em 2008. Preso novamente em 2019, foi encontrado morto na cela enquanto aguardava julgamento.
Relatórios internos do Federal Bureau of Investigation indicam que as investigações reuniram evidências de abuso sexual envolvendo adolescentes, embora tenham encontrado pouca comprovação de uma rede estruturada destinada a atender homens influentes.
