Enamed aponta desempenho desigual em cursos de medicina; MEC intensifica regulação
Ministro Camilo Santana afirma que exame revela melhor desempenho das universidades públicas e motiva maior fiscalização sobre faculdades privadas.
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o Exame Nacional de Avaliação da Educação Médica (Enamed) foi criado para avaliar a qualidade da formação médica após a expressiva ampliação do número de cursos no país. “Nós criamos o Enamed para avaliar, porque foram muitos cursos de medicina abertos. Nós não somos contra abrir curso, ao contrário, nós queremos que abra mais. Porém, é importante avaliar”, declarou.
Ao apresentar os resultados, Santana afirmou que as universidades públicas — federais, estaduais e comunitárias — tiveram desempenho superior às instituições privadas. “Mais da metade dos cursos de medicina das faculdades privadas com fins lucrativos não tiveram nota adequada desejável”, disse o ministro, destacando a disparidade entre os setores.
Com base nos dados do Enamed, o Ministério da Educação intensificou a atuação regulatória sobre os cursos de medicina, segundo Santana. “O MEC passou a cumprir a sua missão, que é regular as faculdades de medicina privadas, além das federais nesse país.” Ele ressaltou que o objetivo é acompanhar e garantir a qualidade da formação ofertada.

Durante o discurso, o ministro também relacionou os resultados do exame ao custo das mensalidades cobradas por instituições privadas. “Você acha que é justo um estudante pagar R$12.000, R$15.000 por uma mensalidade de uma faculdade privada de medicina e não ter qualidade da sua formação do médico?” questionou Santana, ressaltando que a qualidade do ensino impacta diretamente o atendimento à população e, portanto, exige melhorias quando necessário.
O ministério informou que adotará medidas regulatórias e de acompanhamento para os cursos com desempenho insuficiente, com foco em garantir padrões mínimos de formação e proteger estudantes e usuários do sistema de saúde.
