Sem celas comuns e com audiências internas: como é o presídio onde esposa de Henrique ficou detida
A empresária Amanda Vasconcelos Barbosa Tavares Reis, de 28 anos, esposa do cantor sertanejo Henrique — da dupla Henrique & Juliano — permanece detida no Booking and Release Center (BRC), em Orlando, na Flórida. A prisão ocorreu na segunda-feira (2), após ela desobedecer a uma ordem de parada emitida por policiais americanos, conforme registrado no auto de prisão.
Segundo os documentos oficiais, Amanda não teria atendido à abordagem mesmo com a viatura utilizando luzes e sinais sonoros, seguindo dirigindo. Durante a verificação, os agentes constataram ainda que ela conduzia o veículo sem possuir carteira de motorista válida no estado da Flórida.

No momento da abordagem, a empresária informou ter habilitação brasileira e apresentou uma versão digital do documento. Entretanto, de acordo com a legislação local, a CNH não possui validade legal nos Estados Unidos nessas condições, o que motivou o registro da infração.
Após a identificação do endereço da suspeita, os policiais encerraram a abordagem inicial e se deslocaram até a residência de Amanda, em Orlando. No local, ela foi presa e algemada, sendo conduzida posteriormente ao Booking and Release Center.
A brasileira passou a noite detida e deve comparecer a uma audiência na Justiça americana. O BRC funciona como um centro de custódia temporária do Condado de Orange, responsável pelo processamento inicial de presos, diferentemente do modelo tradicional de delegacias no Brasil.
Como funciona o Booking and Release Center
Conhecido pela alta rotatividade de detentos, o BRC é a unidade onde são realizados os procedimentos iniciais após a prisão, como identificação criminal, coleta de impressões digitais e registro fotográfico oficial. O complexo conta com salas de videoconferência ligadas diretamente ao tribunal, permitindo a realização de audiências de custódia sem que o preso deixe o prédio.

Localizado na West Colonial Drive, o centro opera sob protocolos rígidos de segurança. Ao ingressar na unidade, o detento passa por triagem médica obrigatória e recebe um uniforme padrão do sistema prisional da Flórida.
De acordo com dados públicos da Justiça da Flórida, as celas onde Amanda está registrada são destinadas à retenção inicial de pessoas que aguardam a primeira audiência judicial ou o pagamento de fiança.
Por não se tratar de uma unidade de longa permanência, o BRC não dispõe de áreas amplas de lazer. Os detentos permanecem sob monitoramento contínuo por câmeras e vigilância constante de oficiais armados. O contato externo é restrito a advogados e a ligações telefônicas supervisionadas, liberadas apenas após o processo de admissão.
