Documentos indicam convite de príncipe britânico a Jeffrey Epstein após condenação
Documentos tornados públicos nos Estados Unidos indicam que o ex-príncipe Andrew teria convidado o financista Jeffrey Epstein para um jantar no Palácio de Buckingham pouco tempo depois de o americano deixar a prisão domiciliar. Os arquivos, divulgados nesta sexta-feira (30), não confirmam se o convite feito em 2010 chegou a ser aceito.
As informações constam em trocas de mensagens incluídas no material liberado pelo Departamento de Justiça. Em um dos e-mails, enviado durante uma estadia em Londres, Epstein teria solicitado um encontro privado. A resposta do então príncipe sugeria um jantar no Palácio de Buckingham, com garantia de discrição.
Dias depois, uma nova mensagem reforçou o convite e indicou que Epstein poderia levar acompanhantes, com disponibilidade do anfitrião durante a tarde e início da noite. À época, o financista havia sido recentemente liberado da prisão domiciliar após condenação por crimes envolvendo prostituição de menor.

A revelação reacende a controvérsia em torno dos vínculos entre Andrew e Epstein. No ano passado, o irmão do rei Charles III perdeu seus títulos reais e foi retirado de sua residência oficial, em meio às consequências públicas da relação com o financista.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a publicação de memórias póstumas de Virginia Giuffre, que acusava o ex-príncipe de abuso sexual quando era menor de idade. Em 2022, Andrew firmou um acordo extrajudicial milionário para encerrar o processo, sem admitir culpa.
Investigações jornalísticas também contradisseram declarações anteriores do ex-príncipe, que havia afirmado ter rompido relações com Epstein em 2010. Segundo reportagens, contatos entre os dois teriam continuado após essa data, o que aprofundou a crise de imagem da monarquia britânica.
