Série rara de eclipses solares entre 2026 e 2028 promete fenômenos históricos no céu
Entre 2026 e 2028, o planeta viverá uma rara concentração de eclipses solares, com três eclipses totais e três eclipses anulares visíveis em diferentes regiões do mundo. O fenômeno poderá ser acompanhado em áreas da Europa, África, Américas e Oceania, tornando o período um dos mais relevantes da astronomia observacional neste século.
Especialistas destacam que a sequência chama atenção não apenas pela quantidade, mas também pela distribuição geográfica e pela duração de alguns eventos, como o eclipse total de agosto de 2027, apontado como o mais longo do século XXI.
Um eclipse solar acontece quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, projetando sua sombra sobre o planeta e bloqueando parcial ou totalmente a luz solar. Esse alinhamento só é possível durante a fase de Lua nova, quando a geometria entre os três corpos celestes favorece o fenômeno.

Como a órbita da Lua é inclinada em relação à órbita terrestre, a maioria das luas novas não produz eclipses. Apenas quando a Lua cruza o plano orbital da Terra no momento exato ocorre o alinhamento necessário, tornando o evento previsível, porém relativamente raro para uma mesma região.
Diferença entre eclipse solar total e anular
A principal diferença entre os tipos de eclipses solares está na distância da Lua em relação à Terra, que varia ao longo de sua órbita elíptica.
No eclipse solar total, a Lua está suficientemente próxima para encobrir completamente o disco solar, mergulhando a faixa de totalidade em um crepúsculo profundo e permitindo a observação da coroa solar.
Já no eclipse solar anular, a Lua encontra-se mais distante e não cobre totalmente o Sol, formando o chamado “anel de fogo”. Nesse caso, a luminosidade diminui menos que em um eclipse total, mas a alteração no ambiente ainda é bastante perceptível.
Ao todo, estão previstos seis eclipses solares no período, distribuídos por vários continentes.
Eclipses solares totais
– 12 de agosto de 2026: totalidade sobre partes da Sibéria, leste da Groenlândia, oeste da Islândia e norte da Espanha.
– 2 de agosto de 2027: faixa de totalidade atravessando o sul da Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia e Egito. O evento terá cerca de 6 minutos e 23 segundos, sendo considerado o mais longo do século XXI.
– 22 de julho de 2028: eclipse total visível na Austrália, incluindo a capital, e seguindo em direção à Nova Zelândia.
Eclipses solares anulares
– 17 de fevereiro de 2026: anularidade visível apenas na Antártida, voltada principalmente para equipes científicas.
– 6 de fevereiro de 2027: faixa de anularidade passando por Chile, Argentina, Uruguai, Brasil e países da África Ocidental.
– 26 de janeiro de 2028: “anel de fogo” visível nas Ilhas Galápagos, Equador, Peru, Brasil, norte da América do Sul, Marrocos, Portugal e Espanha.
Como observar eclipses solares com segurança
A observação de um eclipse solar exige cuidados rigorosos com a visão. Olhar diretamente para o Sol, mesmo parcialmente encoberto, pode causar danos irreversíveis aos olhos.
O uso de óculos para eclipse com certificação internacional e filtros solares próprios para telescópios e binóculos é indispensável. Métodos indiretos, como a projeção da imagem do Sol por cartões perfurados ou instrumentos simples, também são considerados seguros.
Em cidades localizadas na faixa de totalidade ou anularidade, especialistas recomendam planejar viagens, hospedagem e deslocamentos com antecedência, já que a procura por pontos de observação costuma crescer significativamente.
Onde buscar apoio para observação
Sociedades astronômicas, clubes de astronomia amadora, planetários e universidades costumam organizar observações públicas, oferecendo equipamentos adequados e orientação técnica. Instituições como a NASA e a Agência Espacial Europeia também disponibilizam mapas interativos e simulações com horários e trajetórias dos eclipses.
Assim, o período entre 2026 e 2028 se consolida como uma oportunidade única para observadores e curiosos planejarem experiências marcantes dedicadas à contemplação do céu e aos grandes fenômenos astronômicos.
