Tri-fold: smartphones com três telas prometem revolucionar o mercado
Depois de anos focada em aprimorar bateria, desempenho e reduzir a espessura dos aparelhos, a indústria de smartphones começa a mirar um novo salto tecnológico para 2026: os celulares tri-fold, modelos com três telas dobráveis. A proposta nasce da evolução dos dobráveis tradicionais e tem como protagonistas iniciais Huawei e Samsung.
O conceito permite que o dispositivo seja usado de diferentes formas. Totalmente fechado, funciona como um smartphone convencional. Ao ser parcialmente aberto, ganha área extra para multitarefas. Já com as três telas abertas, o aparelho se transforma em algo próximo a um tablet, ampliando significativamente o espaço de visualização.

Esse formato é pensado especialmente para usuários que lidam com várias tarefas ao mesmo tempo. O tri-fold possibilita, por exemplo, abrir documentos, editar textos, acessar planilhas e aplicativos de comunicação simultaneamente, tudo em uma única tela expandida.
A aposta acompanha a tendência de crescimento do mercado de dobráveis. De acordo com estimativas da consultoria Grand View Research, os modelos com telas flexíveis devem crescer cerca de 13% ao ano até 2030, ritmo que impulsiona o investimento em novos formatos, como os aparelhos de três dobras.
Primeiros modelos e valores
Os celulares dobráveis estrearam no Brasil com preços elevados, superando os R$ 30 mil. Com o avanço da tecnologia, os valores começaram a recuar e já é possível encontrar alguns modelos na faixa de R$ 25,5 mil, dependendo da versão e do canal de venda.
Um dos destaques é o Huawei Mate XT Ultimate Design, que começou a aparecer em plataformas de e-commerce a partir de junho. O aparelho conta com uma tela dividida em três segmentos, alcançando 10,2 polegadas quando totalmente aberto. No modo fechado, opera como um smartphone de 6,4 polegadas, enquanto a abertura parcial entrega 7,9 polegadas. Aberto por completo, o dispositivo impressiona pela espessura de apenas 3,6 milímetros.
O modelo oferece resolução 3K, brilho máximo de 1.800 nits e um conjunto de câmeras robusto, com sensor principal de 50 megapixels, além de lentes teleobjetiva e ultra-angular de 12 MP cada. A câmera frontal tem 8 MP. As vendas têm sido concentradas no site oficial da marca e em grandes marketplaces.
Samsung entra na disputa
A Samsung também apresentou sua aposta no segmento com o Galaxy Z TriFold. Totalmente aberto, o aparelho possui espessura de 3,9 milímetros e entrega uma área equivalente a três telas de 6,5 polegadas, somando aproximadamente 10 polegadas.
O modelo traz brilho de até 2.600 nits na tela externa e 1.600 nits na tela principal, além de taxa de atualização de 120 Hz. O desempenho fica por conta do Snapdragon 8 Elite Mobile Platform for Galaxy, chip desenvolvido pela Qualcomm com foco em aplicações de inteligência artificial.
No conjunto fotográfico, o Galaxy Z TriFold conta com sensor principal de 200 megapixels, câmera telefoto de 10 MP, ultra-wide de 12 MP e câmera frontal de 10 MP. O aparelho ainda permite conexão com mouse e teclado via Bluetooth, transformando-se em uma espécie de estação de trabalho portátil.
Em parceria com o Google, a Samsung integrou ao modelo uma versão dedicada do Gemini Live, que possibilita interações com inteligência artificial de forma contínua, sem a necessidade de alternar entre aplicativos.
Sem previsão oficial de lançamento no Brasil, o Galaxy Z TriFold é vendido na Coreia do Sul por cerca de US$ 2,5 mil. Nos Estados Unidos, o preço estimado varia entre US$ 2,5 mil e US$ 3 mil. Segundo a fabricante, o aparelho utiliza duas dobradiças de tamanhos distintos, com estrutura de trilho duplo e componentes em titânio, projetados para aumentar a estabilidade e a durabilidade do sistema.
