Coreia do Sul e EUA fecham acordo para construir submarinos com propulsão nuclear
A Coreia do Sul e os Estados Unidos concluíram os detalhes de um acordo histórico para a construção de submarinos de propulsão nuclear, anunciou nesta sexta-feira (14) o presidente sul-coreano Lee Jae-myung. O entendimento envolve cooperação militar, nuclear e comercial — e representa a maior expansão tecnológica da história da parceria entre os dois países.
“Uma das maiores variáveis para nossa economia e nossa segurança — as negociações bilaterais sobre comércio, tarifas e segurança — foi concluída”, declarou Lee, ao anunciar o acordo.
Segundo o presidente, Washington concedeu a Seul o apoio necessário para ampliar sua autoridade sobre o enriquecimento de urânio e o reprocessamento de combustível usado, etapas essenciais para operar submarinos nucleares. Trata-se de uma mudança significativa, já que os EUA historicamente restringem o compartilhamento desse tipo de tecnologia.

Cooperação naval ampliada
Uma nota conjunta divulgada pelos dois governos afirma que:
EUA e Coreia do Sul manterão a cooperação por meio de um grupo de trabalho de construção naval, para ampliar o número de navios militares e comerciais americanos disponíveis para combate.
Washington deu seu consentimento formal para que Seul avance com a construção dos submarinos nucleares.
O documento, porém, não esclarece se a fabricação ocorrerá em território sul-coreano, nos EUA ou de forma compartilhada.
Investimentos bilionários até 2030
O acordo estabelece compromissos financeiros significativos:
– US$ 25 bilhões serão investidos pela Coreia do Sul na compra de equipamentos militares americanos até 2030;
– Seul fornecerá US$ 33 bilhões em apoio total às forças dos EUA instaladas na península coreana.
Importância estratégica e tecnológica
A tecnologia dos submarinos nucleares dos EUA — considerada um dos segredos militares mais guardados do mundo — transforma profundamente a capacidade marítima da Coreia do Sul, especialmente diante das tensões com a Coreia do Norte e do aumento da presença naval da China na região do Indo-Pacífico.
O acordo marca um dos passos mais ousados da política de defesa sul-coreana e reforça o alinhamento estratégico entre Seul e Washington.
