Seu travesseiro pode estar prejudicando sua saúde: veja quando trocar, segundo médicos
No meio do século passado, era comum que certos objetos durassem até literalmente se desfazerem e isso incluía até colchões e travesseiros. Hoje, porém, em uma época em que o conforto e o bem-estar ganharam espaço nas nossas rotinas, esse companheiro silencioso das noites tranquilas também tem um tempo de vida útil.
O que muita gente ainda ignora é que, mesmo parecendo inofensivo, o travesseiro precisa ser substituído periodicamente para continuar oferecendo o descanso ideal.
Você dorme com ele todas as noites, coleta suor, oleosidade, células mortas e microrganismos invisíveis. Quando dará um fim nele ?

Médicos e especialistas em sono afirmam que não há magia nem economia em manter um travesseiro indefinidamente. Segundo especialistas do Sleep Foundation, a recomendação geral é substituir os travesseiros a cada 1 a 2 anos, para garantir apoio adequado, higiene e menos acúmulo de alérgenos.
Em uma linha parecida, a diretora de Saúde do Sono no Sleepopolis, indica troca no mesmo intervalo por desgaste, perda de suporte ou manchas visíveis.
No Brasil, diversas fontes alinham-se: muitos recomendam trocar a cada dois anos, principalmente pela proliferação de ácaros e deterioração interna do “enchimento”.
Em alguns casos, o tempo de troca pode ser ainda menor: quem transpira muito durante o sono ou tem crises alérgicas frequentes deve substituir o travesseiro em cerca de um a um ano e meio. Já os modelos de espuma viscoelástica costumam durar um pouco mais (de três a quatro anos) dependendo da qualidade do material e dos cuidados na manutenção.
Mas como saber se é hora de aposentar o seu? Sinais como perda de sustentação, deformações que não se recompõem, mau cheiro constante, manchas ou desconforto na região do pescoço indicam que o travesseiro já cumpriu seu papel.
Mesmo com capas protetoras e lavagens periódicas, esses indícios acabam surgindo. Isso acontece porque nenhuma higienização consegue eliminar por completo a poeira acumulada ou as partículas resultantes do uso contínuo ao longo dos anos.
Trocar regularmente não é luxo: é saúde. Travesseiros velhos concentram bactérias, fungos e ácaros que podem agravar rinite, asma ou irritações respiratórias.
Além disso, a perda de suporte pode provocar desalinhamento da coluna e tensões musculares. Fique de olho no tempo de uso, no conforto e nos sinais visíveis. Não se apegue demais, às vezes, renovar seu travesseiro é renovar seu descanso.
