Descoberta inédita: Crustáceo parasita Naricolax Zafirae é encontrado no litoral do Maranhão
Pesquisadores brasileiros identificaram um pequeno crustáceo parasita inédito no Oceano Atlântico, no litoral do Maranhão. A nova espécie, batizada de Naricolax Zafirae, representa o primeiro registro do gênero Naricolax em todo o Atlântico.
O minúsculo animal é visível apenas com o auxílio de uma lupa binocular. Ele foi encontrado na cavidade nasal de um peixe conhecido como “Barbudinho”, que é comum na área de arrebentação das praias maranhenses.
O nome científico, Naricolax Zafirae, é uma homenagem à pesquisadora maranhense Zafira de Almeida, que contribuiu significativamente para os estudos de recursos pesqueiros na Amazônia. Zafira faleceu em 2021, vítima de câncer, aos 51 anos.
O estudo que levou à descoberta contou com uma colaboração de peso entre a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além do financiamento da Fapema.
O pesquisador Jorge Luiz Nunes explicou a relevância do achado sob a ótica da co-evolução:
“Esses animais eles traçam a sua estratégia de acordo com o seu hospedeiro. E diante dos processos evolutivos que seu hospedeiro passa, o seu parasita ele acompanha. Então a gente fala que os eventos são eventos de co-evolução.”
A descoberta não só demonstra a complexidade dos ecossistemas da Amazônia, mas também reforça a importância da ciência para a valorização e preservação dos recursos naturais da região.
