Putin propõe reunião com Zelensky em Moscou, mas Ucrânia recusa; Trump promete intermediar novo encontro
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu nesta segunda-feira (18) a realização de uma reunião bilateral com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Moscou, segundo fontes próximas às negociações. A proposta foi feita durante uma ligação telefônica com o ex-presidente americano Donald Trump, mas foi prontamente recusada por Zelensky, que estava em Washington reunido com Trump e líderes europeus.
Donald Trump afirmou à Fox News que acredita que Putin “está cansado da guerra”, mas reconheceu que o líder russo pode optar por não firmar um acordo. “Se ele recusar, ficará em uma situação muito difícil”, declarou o ex-presidente, que tem articulado uma nova tentativa de aproximação entre os dois líderes.
Trump anunciou planos para organizar uma nova reunião entre Putin e Zelensky nas próximas duas semanas, embora ainda sem definição sobre o local. Suíça e Hungria estão entre os países cotados para sediar o encontro.

Segurança e soberania em disputa
O principal impasse nas negociações continua sendo a questão territorial. A Rússia ocupa atualmente cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e partes estratégicas do Donetsk. Putin sinalizou que não pretende abrir mão dessas áreas. Zelensky, por sua vez, reiterou que qualquer discussão sobre fronteiras deve ocorrer diretamente com Putin.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, reafirmou que um eventual acordo de paz deverá considerar os “interesses de segurança” de Moscou e os direitos da população russa e russófona na Ucrânia. Lavrov também reconheceu a possibilidade de um encontro, mas afirmou que ele “exigirá preparação cuidadosa”.
Conflito armado continua
Enquanto diplomatas articulam possíveis acordos, o conflito armado segue em curso. Na madrugada desta terça-feira (19), mísseis russos atingiram uma refinaria em Kramatorsk, na região de Donetsk, ainda sob controle da Ucrânia. O ataque é mais um episódio da guerra iniciada em fevereiro de 2022, considerada o maior conflito europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
