Chuva de meteoros Perseidas atinge pico e poderá ser vista no Brasil; saiba os melhores horários
Os apaixonados por astronomia têm motivo para olhar para o céu nas madrugadas desta terça (12) e quarta-feira (13). A tradicional chuva de meteoros Perseidas, ativa desde julho, atinge agora seu ponto máximo de visibilidade e poderá ser observada de diversas regiões do Brasil, com destaque para o Norte do país.
De acordo com o Urânia Planetário, o ápice do fenômeno está previsto para ocorrer a partir das 2h30 da madrugada de terça, com até 100 meteoros por hora cruzando o céu. No entanto, o melhor momento para observação varia conforme a região:
– Regiões Norte e Nordeste: por volta das 4h
– Regiões Sudeste e Centro-Oeste: entre 4h30 e 5h
– Região Sul: visibilidade será mais limitada
Apesar da grande quantidade de meteoros prevista, a Lua estará 89% cheia, o que pode prejudicar a visibilidade dos meteoros menos intensos, tornando visíveis apenas os mais brilhantes. Por isso, para melhor observação, especialistas recomendam buscar locais escuros e afastados da iluminação urbana, como áreas rurais ou longe de grandes centros.
Segundo os astrônomos, o radiante da chuva — ponto do céu de onde parecem surgir os meteoros — está localizado entre as constelações de Cassiopeia e Perseu, na região boreal. Essa posição favorece especialmente os observadores que estiverem acima ou próximos à linha do Equador, como nas regiões Norte e Nordeste do país.
Entenda o fenômeno: o que é uma chuva de meteoros?
As chamadas “estrelas cadentes” são, na verdade, meteoros — pequenos fragmentos de rocha ou poeira que entram na atmosfera da Terra a alta velocidade. Durante esse processo, o atrito com os gases atmosféricos os aquece, fazendo com que incendeiem e deixem rastros luminosos no céu.
Quando diversos desses meteoros aparecem em sequência e parecem surgir de um mesmo ponto no céu (o radiante), temos o que é chamado de chuva de meteoros. A Perseidas é uma das mais conhecidas e ocorre anualmente, geralmente no mês de agosto, quando a Terra cruza os resíduos deixados pelo cometa Swift-Tuttle.
