Oito países europeus condenam plano de Israel para ocupar Cidade de Gaza e alertam para agravamento da crise humanitária
Os ministros das Relações Exteriores de Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Noruega, Portugal, Eslovênia e Espanha condenaram o anúncio do governo israelense sobre a intensificação da ocupação e da ofensiva militar, incluindo na Cidade de Gaza.
Em comunicado conjunto, divulgado neste domingo (10), eles afirmaram que a decisão aprofundará a crise humanitária e colocará ainda mais em risco a vida dos reféns remanescentes. Os chanceleres alertaram que a operação pode resultar em “um número inaceitavelmente alto de mortes e no deslocamento forçado de quase um milhão de civis palestinos”.
Para os ministros, a ofensiva e a ocupação representam “um sério obstáculo para a implementação da solução de dois Estados, único caminho para uma paz abrangente, justa e duradoura”. Eles rejeitaram “quaisquer mudanças demográficas ou territoriais no Território Palestino Ocupado”, classificando tais ações como flagrante violação do direito internacional.

O grupo defendeu que a Faixa de Gaza seja parte integrante do futuro Estado palestino, junto com a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, e que o reconhecimento mútuo entre Palestina e Israel é “a melhor garantia de segurança e estabilidade” para a região.
Os ministros pediram cessar-fogo imediato e permanente, libertação de todos os reféns em poder do Hamas e entrada urgente e em larga escala de ajuda humanitária. Também defenderam que o grupo islamista seja desarmado e não tenha papel na futura governança de Gaza.
Após a manifestação, o Conselho de Segurança da ONU marcou para este domingo, às 11h (horário de Brasília), uma reunião de emergência para discutir o plano de Israel, que foi classificado pelo secretário-geral António Guterres como uma “perigosa escalada”.
