Casar ou ficar solteiro: Qual escolha pesa menos no bolso?
Você já ouviu dizer que a vida de solteiro é mais barata por não envolver gastos altos com festas de casamento e eventuais divisões de bens? Parece lógico, não é mesmo? Mas, olhando de perto, fica claro que ser independente financeiramente pode custar mais caro do que se imagina.
Quando ser solteiro era taxado no Brasil
Você talvez não saiba, mas solteiros já pagaram literalmente mais caro para viver assim. Em 1941, durante o governo de Getúlio Vargas, o Brasil criou o chamado “imposto do solteiro”. Na época, quem não tivesse se casado ou não tivesse filhos (e tivesse mais de 25 anos) precisava pagar 15% a mais no imposto de renda.
Até mesmo casais sem filhos enfrentavam uma taxa extra – cerca de 10%. Somente em 1964 esse imposto foi extinto, mas a questão financeira continuou importante até hoje.
A realidade financeira da vida independente
O aspecto mais pesado para as pessoas que moram sozinhas é não ter com quem dividir os gastos. Despesas mensais como aluguel, condomínio, energia elétrica e internet costumam ser integralmente responsabilidade de uma única pessoa, enquanto casais conseguem dividir pela metade cada conta.
Outro ponto caro é o cotidiano das compras no mercado: comprar sozinho limita o aproveitamento de promoções em itens vendidos em maior quantidade, gerando frequentemente desperdício ou compras mais caras e em pequenas porções.
De acordo com um levantamento feito pelo Australian Bureau of Statistics, adultos solteiros gastam, em média, 3% a mais por pessoa em despesas gerais comparado a adultos que dividem sua residência com outra pessoa. Já para pais e mães solteiros, as despesas são ainda mais altas, chegando a gastar cerca de 19% acima dos gastos médios por integrante numa família onde há dois responsáveis.
Nos Estados Unidos, uma pesquisa realizada pelo portal imobiliário Zillow aponta algo parecido: quem mora sozinho paga cerca de 7 mil dólares a mais, por ano, em comparação com quem divide apartamento com outra pessoa.
Vantagens econômicas para famílias e casais
Em várias partes do mundo, o Estado oferece incentivos financeiros para quem constitui família. Nos EUA, por exemplo, o programa Earned Income Tax Credit (EITC) fornece créditos significativos para trabalhadores de baixa renda, e famílias com filhos costumam se beneficiar ainda mais do que trabalhadores solteiros.
Os descontos não param por aí: vários serviços oferecem planos familiares vantajosos economicamente. Plataformas como Netflix ou Spotify cobram valores menores por pessoa em planos para casais ou famílias. Até mesmo hotéis e pacotes turísticos muitas vezes aplicam um “suplemento individual” tornando as viagens mais caras para quem opta por viajar sozinho.
O que compensa mais ?
Claro, a decisão sobre casar ou continuar solteiro não deve considerar apenas o fator financeiro. Cada escolha tem suas particularidades emocionais e pessoais, além das vantagens e desvantagens financeiras mencionadas.
Ainda assim, fica evidente que morar com alguém pode, sim, ser economicamente mais confortável que viver sozinho. E você, já sentiu o impacto no bolso entre morar sozinho e dividir custos com alguém?
