Greve do IFSP paralisa aulas na região de Itapetininga SP
Os servidores dos campi do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) de Itapetininga (SP) e Avaré (SP) aderiram à greve nacional e paralisaram as atividades.
A paralisação por tempo indeterminado começou em Itapetininga nesta quarta-feira (10). Em Avaré as atividades foram suspensas no dia (03). Os funcionários reivindicam reajuste salarial, reestruturação das carreiras, entre outras (entenda mais abaixo).

Confira, abaixo, a situação de cada campus da região:
Itapetininga
Segundo a assessoria do Instituto Federal, todos aderiram à greve, exceto as atividades de pesquisa e extensão, nas quais têm projetos em execução, bem como o atendimento do NAPNE (Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas) aos alunos. O Campus tem 1120 alunos.
Em comunicado a Direção-Geral do IFSP Campus Itapetininga informou que decidiu pela suspensão, por prazo indeterminado, dos Calendários Acadêmico-Administrativos do ano letivo de 2024 dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio, Técnicos Concomitantes/Subsequentes e Superiores
“Semanalmente esta Direção verificará junto ao Comando de Greve a adesão dos servidores ao movimento grevista e retomará os calendários quando for notificada sobre a deliberação pelo encerramento da greve em Assembleia”.
Avaré
Nesta terça (9) foi realizada a 2° assembleia geral do IFSP campus Avaré com a presença dos servidores docentes e técnicos administrativos do campus, eles decidiram por ampla maioria de votos a manutenção do campus ao movimento grevista.
“Ao final do encontro, deliberou-se que nova assembleia será realizada dia 17/04/2024 às 15h no auditório Diogo Sant’ana. A pauta das reivindicações continua sendo a mesma do movimento nacional”, diz o comunicado do Comitê de Greve IFSP Campus Avaré
Esses itens estão sendo debatidos com as entidades educacionais em mesas específicas, segundo o que o Ministério da Gestão disse ao g1. Um relatório final com o plano de reestruturação das carreiras será apresentado em 27 de março à ministra Esther Dweck.
O Sisasefe (sindicato nacional que representa os servidores) confirma que o diálogo dos sindicatos com o governo federal começou em junho de 2023, mas “o governo não mostrou um atendimento compatível às demandas da categoria até o momento”.
“A partir da reunião de 18/12/2023, os servidores federais da Educação Profissional, Científica e Tecnológica passaram a debater a possibilidade de construir uma greve — a qual foi aprovada em 27/03 com deflagração para 03/04”, afirma a entidade de trabalhadores.
