Animais albinos: especialistas explicam como essa condição genética afeta os bichos
O albinismo é uma condição genética que impede, total ou parcialmente, a produção da melanina na pele, pelos e olhos. Esta não é apenas uma característica que humanos podem conviver, existem animais que também vivem com este distúrbio. O RPet conversou com especialistas, que explicam quais os tipos de albinismo existentes entre os bichos e ainda detalham outras questões sobre o assunto.
Lucas Jaques de Oliveira, biólogo, especialista em ciências da natureza e professor, diz que, assim como para os humanos, os animais têm albinismo por fatores genéticos, mas ele acrescenta um fator.

“Também está associado a intervenções humanas. As pessoas acabam forçando o cruzamento entre animais e, como se trata de um gene recessivo, que se manifesta em dose dupla, o cruzamento gera novos bichos com este gene”, detalha.
Vitor Filiputti, professor, biólogo e administrador do canal Pido Biologia, comenta sobre os tipos de albinismo presentes nas espécies. “Existe três, o ocular, que é apenas nos olhos, o parcial, onde nem todas as partes do corpo são afetadas, e o oculocutâneo, onde o corpo todo é afetado, inclusive olhos”, detalha.
Alguma espécie com predisposição?
Segundo os especialistas, não é possível ter certeza se existem espécies de animais com predisposição ao albinismo. “Não podemos afirmar, já que muitos casos, provavelmente, não foram nem registrados”, comenta Oliveira.
“Os animais domésticos, como cães e gatos, são os mais afetados pelo distúrbio genético”, acrescenta Filiputti.
Desafios na natureza e cuidados
Oliveira compartilha que os bichos que possuem esta condição genética e que vivem na natureza podem estar em perigo. “Estão mais expostos, o que os tornam presas fáceis”, diz ele, que complementa que a exposição aos raios ultravioletas podem trazer doenças de pele.
“É importante mantê-los longe do contato com raios UV”, aconselha Filiputti sobre o cuidado com a pele dos animais que vivem com albinismo.
Oliveira, por fim, aconselha que os tutores dos pets que possuem esta condição genética os levem com regularidade ao veterinário, para cuidar da forma correta e não prejudicar a saúde do animal.
